Lula se prepara para Assembleia Geral da ONU em Nova York

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil anunciou detalhes da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que ocorrerá em Nova York na próxima semana. Este evento é aguardado com grande expectativa, especialmente pelo potencial encontro entre Lula e o novo prefeito da cidade, Zohran Mamdani.

Zohran Mamdani: O primeiro prefeito muçulmano de Nova York

Mamdani, que assumiu o cargo no início de 2023, é notável por ser o primeiro muçulmano a liderar Nova York, além de ser descendente de imigrantes. Com uma plataforma que inclui a defesa da causa palestina, a promoção de moradia acessível e a gratuidade do transporte público, o prefeito busca implementar políticas que visem reduzir o custo de vida na metrópole americana. O Palácio Itamaraty confirmou que houve um pedido de encontro por parte de Mamdani, embora a reunião ainda não esteja oficialmente agendada.

A programação de Lula em Nova York

O presidente Lula e sua comitiva desembarcarão em Nova York no próximo domingo, dia 20. No dia seguinte, ele dedicará sua agenda a encontros bilaterais com diversos líderes e autoridades. Um dos principais compromissos será a reunião com o secretário-geral da ONU, António Guterres, seguida do discurso de abertura da Assembleia Geral, tarefa que tradicionalmente cabe ao Brasil.

Temas do discurso de abertura

O tema deste ano é 'Restaurando a confiança, administrando transformações: uma ONU que produza resultados para todos'. O conteúdo do discurso de Lula ainda está sendo finalizado, mas é esperado que ele reforce a posição histórica do Brasil em favor da reforma da ONU, do multilateralismo, da promoção da paz e da cooperação internacional, além de abordar questões como a pobreza e a fome.

Expectativas e possíveis encontros

Carlos Márcio Bicalho Cozendey, secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do MRE, enfatizou que a expectativa é que o discurso de Lula inclua uma defesa forte do multilateralismo, especialmente em um momento em que conflitos internacionais se intensificam. Além disso, Lula deverá abordar a importância do direito internacional humanitário e a não interferência em assuntos internos de outros países. Após o pronunciamento, a previsão é que o presidente retorne ao Brasil na mesma terça-feira.

Possível encontro com Donald Trump

Embora o Itamaraty não tenha informado sobre a possibilidade de um encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, existe a expectativa de que eles possam se encontrar nos bastidores do plenário. No ano anterior, os dois líderes tiveram um breve contato, que foi considerado positivo, com Trump comentando sobre uma 'química excelente' entre eles.

Comitiva brasileira e iniciativas em pauta

A comitiva que acompanhará Lula em Nova York incluirá o chanceler Mauro Vieira e os ministros Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos), Eloy Terena (Povos Indígenas) e Rachel Barros de Oliveira (Igualdade Racial). Durante a estadia, Vieira presidirá uma reunião da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, uma iniciativa lançada pelo Brasil durante a presidência do G20 em 2024, visando articular esforços de combate à miséria e à fome em escala global.

Com mais de 215 membros, incluindo mais de 100 países, a Aliança busca unir governos, organizações internacionais e a sociedade civil para enfrentar esses desafios sociais de forma eficaz.

Conclusão

A participação de Lula na Assembleia Geral da ONU representa não apenas uma oportunidade para reafirmar o papel do Brasil no cenário internacional, mas também um momento crucial para discutir questões globais que afetam a humanidade. Com uma agenda focada em temas como paz, justiça social e cooperação, o presidente brasileiro busca fortalecer laços e promover um diálogo construtivo em um mundo cada vez mais polarizado.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br