Um ano após a Operação Contenção, as circunstâncias das mortes ocorridas durante a ação nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, ainda não foram esclarecidas. O caso envolve relatos de tortura e execução, além de ocorrências consideradas atípicas, como uma morte provocada por disparos efetuados a curta distância e a decapitação de uma vítima.

A operação começou ainda na madrugada de 28 de outubro de 2025, quando mais de 2,5 mil policiais civis e militares se prepararam para entrar nas comunidades. Ao longo do dia, foram registradas horas de confrontos armados, ônibus incendiados por criminosos e o avanço das forças de segurança pelas ruas e vielas dos complexos. A ação foi considerada a mais letal entre as operações realizadas em comunidades do Rio nas últimas quatro décadas.

Balanço da operação
Em 29 de outubro, o balanço indicava que 121 pessoas haviam morrido, entre elas quatro policiais. O número chegou a 122 mortes em 22 de novembro de 2025, após a morte de um agente que estava internado. Com isso, cinco policiais morreram durante a operação.

Imagens de corpos alinhados em uma rua da Vila Cruzeiro, no bairro da Penha, repercutiram internacionalmente. Segundo a polícia, as 117 pessoas que não eram agentes de segurança morreram em confrontos com os policiais. Moradores e familiares, porém, relataram episódios de tortura e execução. Relatos reunidos pela Ouvidoria da Defensoria Pública do Rio mencionaram violações durante a ação.

Objetivo da Operação Contenção
Na época, a Polícia Civil afirmou que se tratava de uma megaoperação destinada a capturar lideranças criminosas do Rio de Janeiro e de outros estados que estariam atuando a partir dos complexos do Alemão e da Penha. A entrada das forças de segurança fazia parte de uma série de ações iniciada meses antes, denominada Operação Contenção.
Investigações ainda estão em andamento
Links e documentos citados
- >> Sob facções e operações, população de favelas vive traumas e adoece
- pelo menos 17% dos equipamentos foram desligados propositalmente pelos policiais
- relatório
- >> Tiroteios constantes afetam desenvolvimento de crianças em comunidades
- Luto e fome: viúva tenta se reerguer após operação mais letal do Rio
- Número de pessoas mortas a bala cresce 44,2% no Rio após megaoperação
- MPRJ denuncia mais oito PMs que participaram da Operação Contenção
- Radioagência Holanda anuncia investimento de US$ 500 milhões em fundo de florestas
- Rádios
- TV Brasil Repórter Brasil de 26 de outubro de 2026; assista na íntegra
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Sou Valdei José, jornalista profissional e editor-chefe do Castilho Notícias (News).
Com foco na apuração local, dedico-me a cobrir os fatos de Castilho e Região (SP) com o máximo de transparência e rigor ético. Minha experiência é formalizada sob o Registro Profissional MTE 1134/MS, garantindo a alta autoridade do nosso jornalismo.
Minha missão é trazer a verdade com credibilidade para a comunidade.
Além da cobertura local, sou parte da equipe do portal nacional Jornal Brasil Regional (JBR.JOR.BR), reforçando nosso compromisso com a qualidade em todo o país.
Áreas de Expertise: Política Municipal, Segurança Pública, Meio Ambiente, Educação e Cultura, Agricultura e Desenvolvimento Agrário.
Contato Profissional: [email protected]
https://www.linkedin.com/in/valdei-jose-jornalista/

