Meta informa ao TSE que canal Exército do Lula não viola políticas do WhatsApp

Meta informa ao TSE que canal Exército do Lula não viola políticas do WhatsApp

A Justiça recebeu nesta sexta-feira (23) a manifestação da Meta sobre o canal Exército do Lula, criado no WhatsApp para divulgar postagens de apoio à candidatura à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A empresa afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não identificou irregularidades no funcionamento do canal.

A análise foi solicitada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A Meta, que também opera Instagram e Facebook, informou que a avaliação técnica não encontrou violações às políticas da plataforma.

Análise técnica da plataforma

Em manifestação encaminhada à Corte, a empresa disse que examinou o canal com base nas diretrizes aplicáveis a esse tipo de recurso. Segundo a Meta, a declaração técnica anexada ao processo detalha as políticas analisadas e a metodologia utilizada para identificar conteúdos que poderiam violá-las.

Meta informa ao TSE que canal Exército do Lula não viola políticas do WhatsApp
© Marcello Casal jr/Agência Brasil

“A análise do canal à luz das diretrizes de canais consta da declaração técnica anexa que constatou que não há violação das políticas, detalhando as políticas e metodologia para detecção de conteúdo violador”, afirmou a plataforma.

Campanha de Flávio questiona medidas de conformidade

A campanha de Flávio Bolsonaro sustenta que há indícios de que as redes administradas pela Meta não estariam cumprindo o plano de conformidade apresentado ao TSE para garantir a integridade do processo eleitoral. O questionamento levou o tribunal a solicitar informações específicas sobre o canal.

Brasília (DF), 22/06/2023 - Edifício sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 22/06/2023 – Edifício sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Decisões sobre suspensão do canal

Mais cedo, o ministro Floriano de Azevedo Marques determinou que o canal Exército do Lula não poderá ser suspenso ou restringido novamente por decisões individuais de integrantes do TSE. A medida ocorreu após uma sequência de decisões divergentes sobre o funcionamento do canal.

No dia 11 deste mês, Kassio Nunes Marques suspendeu o canal a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. A decisão considerou a alegação de que o espaço havia replicado conteúdos já classificados como inverídicos pelo tribunal.

Em seguida, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cueva, derrubou a suspensão. Ele afirmou que a liminar havia sido protocolada na presidência do TSE 41 minutos depois de uma decisão sua que rejeitara a suspensão do canal.

Brasília (DF) 21/10/20226 - Foto feita em 04/10/2026 - O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques (d), junto com outros ministros, durante entrevista coletiva para falar da apuração de 1 turno das eleições no Brasil. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Brasília (DF) 21/10/20226 – Foto feita em 04/10/2026 – O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques (d), junto com outros ministros, durante entrevista coletiva para falar da apuração de 1 turno das eleições no Brasil. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Posteriormente, Kassio Nunes Marques autorizou a retomada do funcionamento do canal após ser registrado oficialmente no TSE.

Decisão impede novas restrições individuais

A decisão do ministro Floriano de Azevedo Marques estabelece que eventuais novas medidas de suspensão ou restrição do canal não poderão ser determinadas isoladamente por um único integrante da Corte. O caso permanece relacionado à análise do cumprimento das regras eleitorais e das políticas das plataformas digitais.

Links e documentos citados

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br