Consórcio Nordeste busca investimentos em projetos sustentáveis na COP17 na Mongólia

Representantes do Consórcio Nordeste, que abrange os nove estados da região, estão em Ulaanbaatar, na Mongólia, com o objetivo de captar recursos para iniciativas relacionadas à segurança hídrica, transição energética e restauração do bioma Caatinga. A delegação participa da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17) e se envolve em eventos e reuniões com instituições financeiras e bancos multilaterais.

Participação em eventos da COP17

Na segunda-feira, 24 de agosto, o Consórcio Nordeste integrou um painel no Pavilhão Brasil, parte do espaço oficial da conferência, ao lado de instituições como o Banco Mundial e o Mecanismo Global da ONU. Também estiveram presentes representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco do Brasil e do Banco do Nordeste, destacando a colaboração entre diferentes entidades na busca de soluções para os desafios ambientais da região.

Recaatingamento: uma estratégia inovadora

Uma das principais abordagens que será apresentada nesta terça-feira, 25 de agosto, é o recaatingamento, uma estratégia que visa a restauração ecológica, adaptação às mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável. Este método é baseado na convivência com o semiárido e envolve a participação ativa das comunidades locais para recuperar áreas degradadas e preservar a biodiversidade do bioma Caatinga.

Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica

Outra iniciativa relevante é o Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica (PTE-NE), que busca articular ações de proteção ambiental, competitividade econômica, inclusão social, inovação tecnológica e fortalecimento institucional. Os projetos desse plano, que serão apresentados para captação de financiamentos, incluem soluções como cisternas e barragens subterrâneas, bem como iniciativas de reuso e dessalinização de água, visando enfrentar a seca de maneira eficiente.

Fundo Caatinga e parcerias internacionais

O Consórcio também pretende atrair investimentos para o Fundo Caatinga, considerado uma ferramenta essencial para centralizar recursos na região e reduzir custos relacionados a projetos individuais. Durante as reuniões bilaterais com instituições como o Banco Mundial e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), serão enfatizadas três linhas de atuação: segurança hídrica, transição energética e restauração da terra, todas interligadas a um desenvolvimento sustentável.

Iniciativas de segurança hídrica e transição energética

A segurança hídrica é vista como uma infraestrutura fundamental para adaptação às mudanças climáticas, englobando tecnologias como dessalinização, poços solares e conservação de mananciais. Já a transição energética foca na industrialização de baixo carbono, com projetos em andamento em locais estratégicos como Pecém (CE), Suape (PE) e Santo Amaro das Brotas (SE), que visam promover o uso de hidrogênio verde e combustíveis renováveis.

Conclusão

A participação do Consórcio Nordeste na COP17 representa um esforço significativo para a captação de recursos e para a implementação de projetos sustentáveis no Brasil. Com a colaboração de diferentes instituições e o foco em iniciativas inovadoras como o recaatingamento e o Plano Brasil Nordeste, a região busca não apenas enfrentar os desafios ambientais, mas também promover uma economia mais sustentável e inclusiva.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br