O número de mortos na colisão entre dois trens de alta velocidade na Espanha subiu para 64. Equipes de resgate continuavam, nesta quarta-feira (28), as buscas por vítimas entre os destroços do acidente, ocorrido perto de Toledo. O caso é considerado o segundo acidente ferroviário mais grave registrado no país neste ano.
A ocorrência foi divulgada pela Reuters e mobilizou centenas de ambulâncias, veículos funerários e helicópteros. Os vagões permaneceram sobre um trecho elevado da ferrovia, enquanto pelo menos três composições caíram da estrutura. No local, havia ferragens retorcidas, painéis quebrados e outros destroços.
Passageiros são retirados dos trens
Passageiros retirados da área caminhavam por uma estrada próxima. Alguns apresentavam ferimentos enfaixados ou manchas de sangue, enquanto outros carregavam malas e recebiam água de voluntários. Segundo os relatos, o abastecimento havia sido doado por cidades vizinhas.

Um passageiro identificado como Miguel contou à Rádio Cope que viajava com colegas no vagão traseiro de um dos trens quando ouviu um forte estrondo. Ele disse que o impacto durou cerca de dez segundos e que, pela janela, viu uma composição destruída.
Como ocorreu a colisão
De acordo com informações preliminares, um trem operado pelo consórcio privado Iryo havia parado perto de Toledo por determinação da Adif, empresa responsável pela gestão da infraestrutura ferroviária, devido a uma falha na sinalização.
Na sequência, um trem da Renfe atingiu a composição parada em alta velocidade. O impacto provocou o descarrilamento de vários vagões dos dois trens.

Em nota, a Renfe afirmou que recebeu autorização para prosseguir viagem e que seguiu as orientações transmitidas. Segundo a empresa, a colisão ocorreu quando o trem da Iryo permanecia parado por motivos ainda desconhecidos. A companhia acrescentou que a sequência dos acontecimentos, as condições de circulação e as circunstâncias do impacto deverão ser esclarecidas pela investigação.
A Iryo e a Adif não responderam imediatamente aos pedidos de comentário feitos pela Reuters.

Acidente reacende debate sobre segurança ferroviária
A colisão ocorreu nove meses depois de outro acidente envolvendo trens de alta velocidade na mesma linha, que deixou 46 mortos. Na ocorrência anterior, um trem descarrilou e bateu em uma composição que seguia no sentido contrário perto de Adamuz, na província de Córdoba.
O acidente de janeiro provocou um debate na Espanha sobre o nível de investimento destinado à manutenção da rede ferroviária nos últimos anos. A nova colisão deve levar as autoridades a analisar novamente os sistemas de sinalização, os protocolos de circulação e as responsabilidades das empresas envolvidas.
Veja também
A reação do Brasil ao acidente ferroviário na Espanha e as primeiras informações divulgadas após a colisão também foram acompanhadas pela Agência Brasil. Outra reportagem detalhou que pelo menos 30 pessoas haviam morrido nas primeiras horas após o acidente.
Links e documentos citados
- Radioagência Posts em redes sociais incentivam demissões de eleitores do Lula
- Rádios
- TV Brasil Mulheres negras enfrentam mais barreiras no combate ao câncer de mama
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Sou Valdei José, jornalista profissional e editor-chefe do Castilho Notícias (News).
Com foco na apuração local, dedico-me a cobrir os fatos de Castilho e Região (SP) com o máximo de transparência e rigor ético. Minha experiência é formalizada sob o Registro Profissional MTE 1134/MS, garantindo a alta autoridade do nosso jornalismo.
Minha missão é trazer a verdade com credibilidade para a comunidade.
Além da cobertura local, sou parte da equipe do portal nacional Jornal Brasil Regional (JBR.JOR.BR), reforçando nosso compromisso com a qualidade em todo o país.
Áreas de Expertise: Política Municipal, Segurança Pública, Meio Ambiente, Educação e Cultura, Agricultura e Desenvolvimento Agrário.
Contato Profissional: [email protected]
https://www.linkedin.com/in/valdei-jose-jornalista/

