Um ano depois, mortes da Operação Contenção ainda são investigadas no Rio

Um ano depois, mortes da Operação Contenção ainda são investigadas no Rio

Um ano após a Operação Contenção, as circunstâncias das mortes ocorridas durante a ação nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, ainda não foram esclarecidas. O caso envolve relatos de tortura e execução, além de ocorrências consideradas atípicas, como uma morte provocada por disparos efetuados a curta distância e a decapitação de uma vítima.

Um ano depois, mortes da Operação Contenção ainda são investigadas no Rio
© Joédson Alves/Agência Brasil

A operação começou ainda na madrugada de 28 de outubro de 2025, quando mais de 2,5 mil policiais civis e militares se prepararam para entrar nas comunidades. Ao longo do dia, foram registradas horas de confrontos armados, ônibus incendiados por criminosos e o avanço das forças de segurança pelas ruas e vielas dos complexos. A ação foi considerada a mais letal entre as operações realizadas em comunidades do Rio nas últimas quatro décadas.

Rio de Janeiro (RJ), 28/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 28/10/2025 – Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil

Balanço da operação

Em 29 de outubro, o balanço indicava que 121 pessoas haviam morrido, entre elas quatro policiais. O número chegou a 122 mortes em 22 de novembro de 2025, após a morte de um agente que estava internado. Com isso, cinco policiais morreram durante a operação.

Rio de Janeiro (RJ), 31/10/2025 – Sepultamento de Ravel Rios uma das vitimas da operação contenção, no cemitério de cemitério de Inhaúma. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 31/10/2025 – Sepultamento de Ravel Rios uma das vitimas da operação contenção, no cemitério de cemitério de Inhaúma. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Imagens de corpos alinhados em uma rua da Vila Cruzeiro, no bairro da Penha, repercutiram internacionalmente. Segundo a polícia, as 117 pessoas que não eram agentes de segurança morreram em confrontos com os policiais. Moradores e familiares, porém, relataram episódios de tortura e execução. Relatos reunidos pela Ouvidoria da Defensoria Pública do Rio mencionaram violações durante a ação.

Rio de Janeiro - 01/10/2026- Fotógrafo Tomaz Silva, da Agência Brasil, vence Prêmio Vladimir Herzog. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro – 01/10/2026- Fotógrafo Tomaz Silva, da Agência Brasil, vence Prêmio Vladimir Herzog. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Objetivo da Operação Contenção

Na época, a Polícia Civil afirmou que se tratava de uma megaoperação destinada a capturar lideranças criminosas do Rio de Janeiro e de outros estados que estariam atuando a partir dos complexos do Alemão e da Penha. A entrada das forças de segurança fazia parte de uma série de ações iniciada meses antes, denominada Operação Contenção.

Investigações ainda estão em andamento

Links e documentos citados

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br