ONS Aciona Plano Emergencial para Redução de Geração de Energia pela Segunda Vez em 2026

Neste domingo, 23 de agosto de 2026, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) implementou, pela segunda vez neste ano, um plano emergencial para controlar a geração de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN). A ação ocorreu entre 11h e 13h30 e não impactou diretamente os consumidores, sendo direcionada exclusivamente às distribuidoras.

Objetivos do Plano Emergencial

A medida visa garantir a segurança do sistema elétrico, especialmente em um fim de semana em que se espera uma queda no consumo. O plano inclui restrições na geração de usinas de Tipo 3, que compreendem pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), usinas eólicas e solares de menor porte, além de instalações que utilizam biomassa.

Contexto e Antecedentes

A primeira ativação desse plano emergencial ocorreu em 7 de junho de 2026, durante o feriado de Corpus Christi. Naquela oportunidade, o ONS solicitou a redução de 1 mil megawatts (MW) entre 10h e 14h. Esta necessidade de controle foi impulsionada pelo aumento da geração distribuída, em especial a energia solar, que já havia quase causado uma sobrecarga em agosto do ano anterior.

Medidas Complementares e Futuras Inovações

Em resposta ao crescimento da geração solar, o ONS anunciou recentemente a criação de um sistema automatizado chamado Esquema Regional de Alívio de Geração (Erag). Este mecanismo permitirá cortes automáticos de até 3 gigawatts (GW) em três etapas, acionados apenas após a exaustão das opções de controle convencionais. Um projeto-piloto está previsto para ser implementado até o final de 2026.

Importância da Geração Distribuída

Atualmente, a geração distribuída, que inclui micro e minigeração, representa cerca de 50 GW de capacidade instalada no Brasil. Essa crescente participação de fontes diversas na matriz energética traz desafios operacionais, pois a energia gerada por esses sistemas não é sempre visível ou controlável pelo ONS.

Reação das Distribuidoras

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) manifestou que as distribuidoras seguirão as orientações do ONS para a execução do plano de emergência. A entidade enfatizou a necessidade de critérios mais claros para garantir a segurança operacional e jurídica dos geradores de energia.

Conclusão

Com o aumento da geração de energia renovável, especialmente a solar, o ONS se vê desafiado a implementar medidas que assegurem a estabilidade do sistema elétrico brasileiro. As ações emergenciais adotadas até agora refletem a necessidade de um gerenciamento mais rigoroso e inovador para evitar sobrecargas e garantir um fornecimento seguro de energia para todos os consumidores.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br