Parlamento da Groenlândia ratifica acordo de segurança com EUA e Dinamarca

Parlamento da Groenlândia ratifica acordo de segurança com EUA e Dinamarca

O parlamento da Groenlândia ratificou nesta terça-feira (3) o acordo de segurança firmado com os Estados Unidos e a Dinamarca. O texto, que autoriza a construção de duas novas bases norte-americanas na ilha ártica, foi aprovado por 16 deputados, enquanto sete se abstiveram. Leia a matéria original.

Acordo prevê novas bases militares

Assinado em Nova York em 22 de setembro, o acordo permite que os Estados Unidos construam instalações militares no sul e no leste da Groenlândia. O documento também estabelece que setores considerados estratégicos não poderão ficar sob controle de países ou entidades externas à União Europeia e à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Parlamento da Groenlândia ratifica acordo de segurança com EUA e Dinamarca
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A medida busca impedir que China e Rússia ampliem gradualmente sua influência sobre o território, especialmente por meio de investimentos. O texto deverá continuar válido mesmo se a Groenlândia conquistar a independência da Dinamarca, conforme já haviam afirmado autoridades groenlandesas e dinamarquesas.

Votação encerra disputa sobre a ilha

A ratificação parlamentar encerra as pretensões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à Groenlândia, segundo a avaliação apresentada na reportagem. O território é uma região autônoma do Reino da Dinamarca e possui importância estratégica por sua localização no Ártico.

Pessoas aguardam a chegada da delegação da Groenlândia após a assinatura de um acordo de segurança com os EUA e a Dinamarca no Aeroporto de Nuuk, em Nuuk, Groenlândia 23 de setembro de 2026 REUTERS/Tim Barsoe
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Oposição cobra benefícios econômicos

Durante a tramitação, partidos de oposição criticaram a falta de vantagens concretas para a população e para a economia local. O partido nacionalista Naleraq foi uma das principais vozes contrárias ao acordo.

A legenda reivindica, entre outras medidas, o pagamento de uma verba pelos Estados Unidos e afirma que o documento não assegura benefícios econômicos suficientes para as empresas groenlandesas.

Denmark's Foreign Minister Lars Loekke Rasmussen speaks at the stakeout before a meeting of the United Nations Security Council, at the U.N. headquarters in New York City, U.S., August 24, 2026. REUTERS/Brendan McDermid
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Ratificação pela Dinamarca

O parlamento dinamarquês deverá analisar e ratificar o acordo no dia 19 de novembro. O processo será a próxima etapa formal para a entrada plena do compromisso de segurança em vigor.

A discussão ocorre em meio a debates sobre a presença militar norte-americana, a proteção da soberania groenlandesa e as condições para a exploração de recursos naturais na ilha. Dinamarca diz que a exploração na Groenlândia pelos EUA precisa respeitar as leis.

Links e documentos citados

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br