Espresso: Despejando petróleo no mundo 🛢

Quando os EUA e Israel decidiram atacar o Irã, ficou claro que a conta iria passar por todo o mundo.

Agora, mais de 30 países se uniram para abrir as torneiras do “ouro negro” e tentar evitar que os preços subam descontroladamente. Isso e muito mais na edição de hoje.

Boa tarde.

No Espresso de hoje, você vai ver: Senado aprova criação de novos cargos no Poder Executivo, com impacto de R$ 5,3 bilhões; Usuários de canetas emagrecedoras estão comendo mais chocolate — não menos; Pedidos de recuperação judicial no agronegócio aumentaram 56,4% em 2025.          

 Seu biscoitinho da sorte “Não há vento favorável para quem não sabe para onde vai.” Sêneca, filósofo estoico da Roma Antiga          

O planeta nunca viu tanto petróleo sendo liberado de uma só vez como agora | Mundo (The Wall Street Journal) Abriram a torneira: Numa decisão histórica, os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia concordaram em liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas emergenciais.

Essa é a maior ação da história da agência.

Para se ter ideia, o volume é mais que o dobro da última intervenção, quando foram liberados 182M de barris após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Você já sabe o que está por trás disso… A guerra no Irã está afetando o transporte global de petróleo — especialmente no Estreito de Ormuz, uma passagem por onde circula cerca de 20% do petróleo do mundo.

Com o risco de navios não conseguirem passar pela região, ainda mais com a recente suspeita da instalação de minas explosivas iranianas, o mercado teme a falta da commodity.

Como resultado, o preço do barril de petróleo passou dos US$ 100 pela primeira vez em quatro anos — e as projeções indicam novas altas.

E é aí que entram as reservas estratégicas: Quando os países liberam parte do petróleo que têm guardado, mais oferta chega ao mercado, ajudando a conter a escalada dos preços.

Hoje, cada país-membro da AIE é obrigado a manter petróleo para situações de crise, e a agência conta com mais de 1,2 bilhão de barris em estoque.

Mas será que vai funcionar? Especialistas alertam que essa medida é apenas um “alívio de curto prazo”.

Ou seja, se o conflito continuar e o transporte de petróleo seguir bloqueado, os preços podem voltar a subir.

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Congresso aprova pacote bilionário de novos cargos no governo | Brasil (ND Mais) O Senado deu sinal verde para um projeto que reorganiza carreiras, aumenta salários e cria mais de 17 mil novos cargos no Serviço Público Federal.

Onde essa gente toda vai ficar? A maior parte dos cargos vai para a área de educação.

Só o MEC deve receber mais de 16 mil vagas, incluindo professores, analistas e técnicos para universidades e institutos.

Além disso, o texto prevê mais 1.500 postos no Ministério da Gestão e novos cargos na Anvisa, no Ipea e no Ministério da Cultura.

[ Tudo tem um preço… O impacto estimado nas contas públicas é de até R$ 5,3 bilhões já neste ano — mas nem tudo será gasto de uma vez.

Parte do dinheiro depende da criação de novos institutos federais e da realização de concursos públicos.

Destrinchando os números: dos R$ 5,3 bilhões, cerca de R$ 1,1 bilhão vai para a criação efetiva de cargos.

Os outros R$ 4,2 bilhões são destinados a reajustes salariais e à reestruturação de carreiras que já existem.

A justificativa é que várias áreas do serviço público estão com déficit de pessoal e precisam de modernização na estrutura de carreira — especialmente na educação.

Por outro lado… Críticos lembram que o Brasil vive um momento de aperto fiscal, com o governo tentando cortar gastos. Seja como for, o projeto agora vai para sanção presidencial — o que deve acontecer sem maiores surpresas, já que o texto partiu do próprio Executivo.

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Apple dá bye-bye para a China para ficar no “made in India | Tecnologia

(Bloomberg) Desde o momento em que lançou o primeiro iPhone em 2007, a Apple escolheu a China como seu lar doce lar para a fabricação dos smartphones.

Agora, essa realidade está mudando pra valer.

A nova estratégia da maçã: Depois de anos direcionando investimentos da empresa para a Índia, a Apple atingiu a marca de ter 1 em cada 4 iPhones produzidos no país.

Só no último ano, a fabricação dos smartphones da companhia em solo indiano cresceu mais de 50%, mostrando que a empresa está acelerando a mudança de sua cadeia de produção.

No começo, só os modelos mais antigos eram montados lá.

Agora, toda a linha recente de iPhones se mudou para lá, incluindo as versões mais premium.

Mas por que a Índia? O país é uma alternativa de mão de obra mais barata e estável, além de contar com incentivos do governo para se tornar um grande polo industrial.

Além disso, diferente do que acontece na China, onde as vendas têm caído, a Apple tem caído na graça dos indianos.

No ano passado, o iPhone 15 foi o smartphone mais vendido no país — superando os aparelhos da Samsung.

Ainda tem chão… Para a Apple se estabelecer de vez no país, deve ser necessário criar uma cadeia de fornecedores locais e treinar mão de obra especializada, algo que pode levar anos.

No fim das contas, a chegada da produção dos iPhones à Índia pode incentivar outras big techs a investirem no país, tornando-o um novo polo industrial global.

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Hora do nosso tradicional tour pelas manchetes mundo afora

Em guerra com o anfitrião: Seleção do Irã não participará da Copa do Mundo da FIFA

R$ 65 bilhões em dívidas: Cosan diz que recuperação extrajudicial da Raízen não afeta a companhia

Onde a tecnologia conversa entre si: Meta compra Moltbook, rede social voltada a agentes de IA

De volta à bolsa: Pershing Square, de Bill Ackman, entra com pedido de IPO nos EUA mirando US$ 10 bilhões

Eleições chegando… YouTube dá a figuras políticas e jornalistas acesso à ferramenta de detecção de deepfakes de IA

Bateu recorde: Dívida externa do Brasil se aproxima de US$ 400

Pelo visto, as canetas emagrecedoras não acabam com o amor por chocolate… | Negócios (The Grocer) Quando as chamadas “canetas emagrecedoras”, como o Ozempic, explodiram em popularidade, a indústria de alimentos virou de cabeça para baixo.

O motivo era simples: sob efeito desses medicamentos — que reduzem o apetite — muita gente passou a comer bem menos do que antes.

Mas a realidade está sendo bem diferente, principalmente para quem vende chocolate.

O paradoxo do GLP-1: para a surpresa de muitos analistas, quem faz uso das canetas emagrecedoras está comendo mais chocolate, e não menos.

Uma pesquisa de mercado da Lindt mostrou que 15% das famílias americanas já usam esses medicamentos.

Ao mesmo tempo, esse grupo é responsável por 17,5% de todas as vendas de chocolate no país — consumindo, proporcionalmente, mais doce do que quem não faz uso das canetas.

Como explicar isso? Quem usa esses remédios costuma reduzir alimentos pesados e calóricos, mas isso não significa cortar todo tipo de prazer da dieta.

Na prática, essas pessoas passam a consumir “pequenas indulgências”, como, por exemplo, um pedaço de chocolate.

Eis a grande diferença: na hora desse “luxo permitido”, quem usa remédio para emagrecer acaba preferindo produtos mais sofisticados. Isso ajuda a explicar por que as vendas de chocolates premium cresceram quase 17% entre usuários de GLP-1 — enquanto, entre quem não usa esses medicamentos, o aumento foi de 6,5%.

A lição que fica: para a indústria de alimentos, isso muda a equação.

Em vez de encolher o mercado de doces, os remédios para emagrecer podem empurrar consumidores para “recompensas gourmet.

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O ano em que o agronegócio entrou em modo recuperação judicial | Economia (Brasilagro) Das lavouras aos tribunais: O número de produtores rurais e empresas do agronegócio que pediram recuperação judicial disparou mais de 55% no ano passado em comparação com 2024.

Em 2025, o setor agrícola registrou 1.990 pedidos, o maior número desde a pandemia.

O que isso quer dizer? Para um produtor rural chegar ao nível da RJ, as dívidas se acumulam a ponto de, para evitar declarar falência, ele recorrer à Justiça em busca de mais prazo para reorganizar as contas.

Ou seja, esse é um forte indicativo de que os negócios do campo no país estão fragilizados, com produtores e empresas em dificuldade.

“Uma tempestade perfeita.” Se há alguns anos o cenário era de alta demanda e preços valorizados das commodities, agora o país enfrenta queda nos preços, juros elevados e custos de produção mais altos.

Em outras palavras, mesmo colhendo muito, o agro brasileiro está ganhando menos, gastando mais e se endividando em níveis recordes. Acontece no agro, o país sente

O agronegócio é responsável por sustentar quase 1/3 do PIB do Brasil, além de empregar mais de 28 milhões de pessoas.

Olhando com lupa: Os estados com mais pedidos formam o coração do agronegócio nacional — Mato Grosso (332), Goiás (296), Paraná (248), Mato Grosso do Sul (216) e Minas Gerais (196).

Para este ano, a expectativa é de uma supersafra, mas a alta do petróleo pode pressionar a inflação global — o que limitaria a queda da taxa de juros e adiaria o alívio que o campo tanto espera.

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