O uso cada vez mais precoce das redes sociais por crianças e adolescentes vem levantando preocupações entre especialistas em saúde mental, com implicações que vão além da simples exposição digital.
A neuropsicóloga Dra. Aline Graffiette, CEO da Mental One, destaca que a presença intensa em plataformas digitais pode acelerar o processo de adultização — quando crianças são expostas a conteúdos, comportamentos e expectativas tipicamente adultas antes de estarem psicologicamente e biologicamente preparadas.
Dados recentes mostram que 88% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos possuem perfis em redes sociais, e muitos deles criaram esses perfis antes dos 12 anos, apesar das diretrizes de idade mínima das plataformas.
Segundo dados da UFSM, essa exposição precoce torna menores mais vulneráveis a conteúdos inapropriados, pressões estéticas e comparações sociais, que podem comprometer sua saúde emocional e autoestima.
Mas os impactos não se restringem ao campo psicológico. Especialistas alertam que a adultização precoce também pode interferir no sistema endócrino, responsável pela regulação hormonal e pelos processos de crescimento e desenvolvimento do corpo.
A exposição constante a referências adultas, padrões de comportamento sexualizados e estímulos não compatíveis com a infância pode antecipar processos biológicos, como a menarca mais precoce em meninas e o início antecipado da puberdade em meninos.
“Quando o cérebro da criança passa a receber, de forma contínua, referências cada vez mais adultas, o corpo começa a interpretar esses estímulos como informações relevantes para sua adaptação biológica.
O organismo passa a responder a esses sinais, e isso pode impactar diretamente o funcionamento do sistema endócrino”, explica a especialista.
Esse cenário se agrava porque crianças não possuem maturidade para compreender a sexualidade do ponto de vista fisiológico e biológico.
O que elas assimilam não vem de uma compreensão real do corpo, mas de modelos comportamentais e estéticos impostos pelas redes sociais, que são, em grande parte, irreais, performáticos e distorcidos.
Essas referências criam uma percepção equivocada de identidade, corpo, desejo e valor pessoal.
“As redes sociais não são apenas um espaço de entretenimento: elas remodelam como os jovens constroem identidade, buscam validação e lidam com expectativas sociais.
Quando crianças são inseridas precocemente nesse ambiente, sem suporte emocional e sem mediação adulta, isso pode gerar ansiedade, baixa autoestima, sensação constante de insuficiência e confusão emocional”, afirma a Dra. Aline Graffiette.
Pesquisas sobre mídia digital apontam que o engajamento intenso em plataformas pode intensificar a comparação social, onde crianças e adolescentes se medem permanentemente pelos padrões idealizados de aparência, comportamento e sucesso exibidos online, o que está associado ao aumento da vulnerabilidade emocional e riscos de distorção da autoimagem. (MDPI)
O fenômeno se agrava à medida que algoritmos priorizam conteúdos mais performáticos, reforçando narrativas adultas e estereótipos que crianças e jovens ainda não possuem maturidade neurológica, emocional e simbólica para processar.
“É como colocar uma lente de aumento sobre pressões e expectativas que, em outros contextos, seriam menos intensas — e isso impacta diretamente o desenvolvimento emocional e físico”, completa Aline.
Especialistas alertam que a adultização precoce não se resume apenas ao tempo de tela. Ela envolve riscos emocionais, hormonais, sociais e identitários, exigindo atenção integrada de pais, educadores e profissionais de saúde para promover um uso digital mais seguro, consciente e saudável durante a infância e a adolescência.
“Pais e educadores precisam atuar como guias nesse universo digital, orientando, acompanhando e filtrando o que as crianças consomem online. Proteger a infância hoje é também proteger o desenvolvimento emocional, hormonal e psicológico do adulto de amanhã”, conclui a Dra. Aline Graffiette.
Agencia Viva
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