Ameaças de bomba enviadas nesta sexta-feira (6) a emissoras de televisão na Europa provocaram evacuações, varreduras policiais e interrupções na programação. Os alertas foram recebidos pela emissora irlandesa RTE, pela britânica Sky, pela búlgara Nova TV e por outras empresas. Nenhum explosivo foi encontrado nos locais afetados.
A reportagem foi produzida pela Reuters, com informações de Dublin e Londres.
Mensagem ameaçava detonação em 45 minutos
Um dos emails enviados à Nova TV e à RTE afirmava que um dispositivo explosivo havia sido colocado no prédio de uma das emissoras. A mensagem dizia que a bomba seria detonada em 45 minutos e trazia o aviso: “O tempo está se esgotando”. O texto também afirmava que o grupo queria chamar a atenção do mundo e prometia novas ações contra a Europa.

As mensagens foram assinadas com o nome Mikhail Andropov. O remetente alegava ser um dos líderes do grupo responsável por uma série de boatos sobre bombas em aviões registrados ao longo da semana. Até o momento, não foi esclarecido quem enviou os emails ou se existe relação entre as ameaças contra as emissoras e os incidentes envolvendo voos.
Emissoras adotam medidas de segurança
A redação da Nova TV, em Sófia, foi esvaziada e submetida a uma revista policial. Depois de ser considerada segura, os funcionários retornaram aos postos, e a transmissão da emissora não chegou a ser interrompida.
Na RTE, a programação foi substituída por música e uma mensagem gravada, em alguns momentos por até três horas. Os funcionários só voltaram ao campus depois que uma varredura policial, com duração superior a três horas, foi concluída. O noticiário foi retomado a partir de uma unidade externa de transmissão.

A Sky também esteve entre as empresas que receberam alertas. As informações disponíveis não indicaram a localização de qualquer explosivo nas instalações relacionadas às ameaças.
Incidentes ocorrem após ameaças contra voos
Os emails enviados às emissoras surgiram após uma sequência de ameaças falsas de bomba que afetou voos de passageiros em diferentes pontos da Europa. Os episódios provocaram desvios, pousos de emergência e inspeções de segurança, mas nenhum explosivo foi localizado até o momento.

A nova onda de alertas ocorre também em um cenário de preocupação crescente com ataques cibernéticos registrados nas últimas semanas, incluindo ações contra redes de supermercados. As autoridades ainda investigam se os episódios fazem parte de uma operação coordenada ou se foram praticados por indivíduos sem conexão entre si.
Autoridades evitam apontar responsáveis
O nome usado nas mensagens compartilha o sobrenome de Yuri Andropov, ex-secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética. O assunto de um dos emails, “MENSAGEM AO OCIDENTE”, também faz referência ao título de uma biografia de Andropov. Ainda não está claro se esses elementos indicam algum envolvimento russo ou se foram usados em uma tentativa de atribuir os ataques a Moscou.
O primeiro-ministro da Irlanda, Micheal Martin, afirmou que as agências de segurança europeias ainda não determinaram se as ameaças contra o transporte aéreo e as organizações de mídia foram feitas por pessoas isoladas ou se integram uma ação coordenada.

Em entrevista à rádio RTE, Martin disse que os incidentes mostram como atividades não convencionais podem provocar perturbações e comprometer o funcionamento normal da sociedade. Segundo ele, o objetivo aparente é espalhar medo e ansiedade. “Precisamos manter a calma”, declarou.
Ameaças anteriores contra a aviação europeia
Os episódios desta sexta-feira se somam a outros casos registrados durante a semana. A Agência Brasil informou que uma onda de ameaças de bomba atingiu voos europeus pela terceira vez na semana. Também foram noticiadas ameaças falsas contra pelo menos 27 voos na Europa e casos em que mais de dez voos comerciais receberam alertas.
As investigações continuam para identificar a origem das mensagens e verificar se há uma ligação operacional entre os ataques de falsa ameaça contra aviões e os alertas enviados às emissoras de televisão.
Links e documentos citados
- Radioagência Auxílio-doença negado passa a ter reanálise em dez dias
- Rádios
- TV Brasil Especial Jorge Vercillo
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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