A Operação Compliance Zero, em sua sexta fase, trouxe à tona um esquema de fraudes financeiras bilionárias relacionado ao antigo Banco Master e à atuação de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro. Nesta quinta-feira, 14, Henrique Vorcaro, pai de Daniel, foi preso sob a acusação de liderar um grupo conhecido como A Turma, que a Polícia Federal (PF) considera uma milícia pessoal do ex-banqueiro.
O Papel de Henrique Vorcaro
Henrique Moura Vorcaro era uma figura central no esquema criminoso, conforme evidenciado por um relatório da PF enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o documento, ele não apenas se beneficiava das atividades ilícitas do grupo A Turma, mas também as incentivava financeiramente e mantinha comunicação constante com seus membros, mesmo diante das investigações em andamento.
Descobertas e Provas
A investigação revelou a existência da milícia através de mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro. As provas acumuladas ao longo das investigações incluem conversas que mostram a atuação de um policial federal aposentado, Marilson Roseno da Silva, que tinha um papel ativo na intimidação de adversários e no vazamento de informações sigilosas sobre as investigações que envolviam os Vorcaros.
Colaboração de Agentes da Polícia Federal
O material coletado indica que Marilson Roseno operava ações intimidatórias e facilitava acesso a informações confidenciais mediante pagamentos a outros agentes da PF. Outro policial, Anderson da Silva Lima, também foi preso na operação, sendo descrito como alguém que fazia consultas não apenas para informações simples, mas também para sondar investigações de interesse direto do núcleo Vorcaro.
Lideranças e Ameaças
A PF identificou Felipe Mouratão, conhecido como Sicário, como um dos gerentes do grupo criminoso, que já havia sido preso anteriormente, mas cometeu suicídio na prisão. Outro preso nesta fase da operação, Manoel Mendes Rodrigues, é suspeito de liderar uma filial da Turma no Rio de Janeiro e foi acusado de ameaçar indivíduos em Angra dos Reis, utilizando seu vínculo com Vorcaro como forma de intimidar suas vítimas.
Tecnologia e Criminosidade
A PF também destacou a visão moderna do crime organizado, com a menção a David Henrique Alves, que estaria responsável por contratar hackers para realizar monitoramentos e ataques digitais. Alves foi preso em uma fase anterior da operação enquanto tentava fugir em um carro que pertencia a Felipe Mouratão, carregando computadores e outros objetos pessoais.
Conclusão e Perspectivas
A Operação Compliance Zero continua a desmantelar uma rede complexa de corrupção e violência associada ao antigo Banco Master. Com as prisões recentes, a investigação avança em busca de desarticular completamente a estrutura da milícia vinculada a Henrique e Daniel Vorcaro, revelando a profundidade da corrupção dentro do sistema financeiro e das forças de segurança.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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