O aumento nos casos de influenza A tem gerado apreensão no Brasil, mas essa não é a única ameaça à saúde pública. Dados do Ministério da Saúde revelam que o vírus sincicial respiratório (VSR) também está em ascensão, especialmente entre a população mais vulnerável. No primeiro trimestre de 2023, 18% dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) com identificação viral confirmada foram atribuídos ao VSR, evidenciando a necessidade de atenção a essa infecção ainda pouco conhecida.
Crescimento dos Casos de VSR
O cenário se agrava no segundo trimestre, com expectativas de um aumento contínuo nos casos. De fevereiro a março, o VSR representou 14% dos casos de síndrome respiratória, e essa porcentagem subiu para 19,9% entre março e abril, segundo o Boletim Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Além disso, dados de laboratórios privados indicam que, na semana que se encerrou em 4 de abril, 38% dos testes realizados foram positivos para o VSR, um aumento significativo em relação ao mês anterior.
Desafios na Detecção do VSR
A pneumologista Rosemeri Maurici, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), alerta que os números atuais representam apenas 'a ponta do iceberg'. Ela argumenta que o verdadeiro impacto do VSR ainda não é completamente compreendido, especialmente em adultos e idosos, já que a testagem começou a ser realizada em larga escala apenas durante a pandemia de covid-19. Muitos pacientes que sofrem de SRAG acabam não sendo testados adequadamente, o que pode levar a diagnósticos incorretos.
Estatísticas Alarmantes
No primeiro trimestre de 2023, aproximadamente 27.600 casos de SRAG foram contabilizados, mas apenas um terço desses casos teve o agente causador identificado. Para complicar ainda mais, quase 17% dos pacientes não foram testados. O VSR, que é um dos principais causadores de bronquiolite, afeta predominantemente os bebês, levando à crença errônea de que não atinge adultos. Embora a maioria das infecções graves tenha sido registrada em crianças menores de dois anos, o VSR também representa uma séria ameaça aos mais velhos, especialmente devido à diminuição da carga viral após 72 horas de infecção em adultos.
Impacto nas Faixas Etárias
Em termos de mortalidade, os dados são mais preocupantes. Durante este ano, 27 mortes foram registradas, sendo a maioria em bebês e idosos. A geriatra Maisa Kairalla destaca que o processo de envelhecimento, aliado a comorbidades adquiridas ao longo da vida, torna os idosos mais suscetíveis a infecções graves. A imunosenescência, ou declínio do sistema imunológico, aumenta a vulnerabilidade a doenças infecciosas, resultando em um maior número de complicações entre os mais velhos.
Riscos Especiais para Idosos
A literatura médica revela que os idosos infectados pelo VSR têm 2,7 vezes mais chances de desenvolver pneumonia e são duas vezes mais propensos a precisar de cuidados intensivos e intubação, em comparação com aqueles que contraem influenza. Este alerta foi discutido durante o seminário 'Impacto do VSR na população 50+', promovido pela farmacêutica GSK, que reuniu especialistas para debater a importância de cuidados adicionais para essa faixa etária.
Conclusão
Diante do aumento dos casos de VSR e da subnotificação de infecções, é fundamental que haja uma conscientização maior sobre a importância da testagem e do diagnóstico precoce, especialmente em grupos de risco. O reconhecimento dessa infecção como uma ameaça significativa à saúde pública é essencial para a implementação de estratégias que possam reduzir sua incidência e impacto, garantindo assim uma proteção mais eficaz para a população mais vulnerável.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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