Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de todo o país definiram neste sábado (24) as urnas eletrônicas que serão submetidas a auditorias durante o segundo turno das eleições gerais. A seleção foi feita por sorteio ou por indicação de representantes de partidos políticos e de entidades fiscalizadoras.
A medida integra os procedimentos de fiscalização da Justiça Eleitoral e busca verificar, por diferentes métodos, a correspondência entre os votos registrados, os sistemas instalados nas urnas e os resultados da votação.
Quantidade de urnas selecionadas por estado
No Paraná, no Rio Grande do Sul, em Pernambuco e no Ceará, serão examinadas 35 urnas. Vinte e sete participarão do teste de integridade e oito serão submetidas ao teste de autenticidade.

Em Roraima, o menor colégio eleitoral do país, a auditoria abrangerá 20 urnas no teste de integridade e três no teste de autenticidade.
Como funciona o teste de integridade
Nas seções eleitorais escolhidas para o teste de integridade, as urnas eletrônicas originalmente destinadas à votação são substituídas por equipamentos reservas. As urnas retiradas são transportadas para um local definido pela Justiça Eleitoral e permanecem guardadas em uma sala lacrada até o dia da eleição.
Partidos políticos e entidades fiscalizadoras são convidados a preencher cédulas de papel com os nomes dos candidatos. Os votos são colocados em urnas de lona, que também são lacradas. No domingo (25), servidores do Poder Judiciário e do Ministério Público apresentarão essas cédulas e registrarão na urna eletrônica os votos atribuídos pelos participantes da auditoria.

Ao fim da votação, às 17h, os dados registrados em papel serão comparados com os votos lançados na urna eletrônica. Parte das urnas selecionadas contará ainda com o teste de integridade com biometria. Nesse procedimento, eleitores voluntários depositam os votos utilizando a própria identificação biométrica, em vez de os representantes de partidos e entidades realizarem o preenchimento.
Entidades convidadas
Entre as instituições convidadas a acompanhar a auditoria estão a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Ministério Público, a Defensoria Pública, representantes do Congresso Nacional, a Controladoria-Geral da União (CGU), a Polícia Federal, a Sociedade Brasileira de Computação, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Teste de autenticidade verifica sistemas das urnas
O teste de autenticidade ocorre nas próprias seções eleitorais sorteadas, antes do início da votação. O objetivo é confirmar se a urna utiliza os mesmos sistemas que foram abertos, compilados, assinados e lacrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Durante o procedimento, é rompido o lacre do compartimento da mídia de resultado. Em seguida, a mídia é retirada para que sejam verificadas as assinaturas e os resumos digitais dos sistemas instalados no equipamento.
TSE realiza verificação dos sistemas eleitorais
Também neste sábado (24), o TSE promoveu uma cerimônia de verificação dos sistemas eleitorais. A iniciativa teve como finalidade conferir os programas responsáveis pelo processamento dos resultados e verificar se as assinaturas e os resumos digitais correspondiam aos arquivos originais, que haviam sido lacrados pela Justiça Eleitoral.
Segundo o tribunal, a verificação não identificou qualquer alteração nos programas. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a legitimidade do poder político depende da vontade soberana do povo e que cabe à Corte assegurar o registro e a apuração exata dos votos depositados nas urnas eletrônicas.

O TSE e os tribunais regionais também realizaram a emissão das chamadas zerésimas, relatórios que comprovam a inexistência de votos registrados no sistema de totalização antes do início da votação.
Orientações para o segundo turno
Para outras informações sobre a votação, os eleitores podem consultar as orientações da Agência Brasil sobre documentos aceitos para votar no segundo turno, os direitos de idosos e pessoas com deficiência e como consultar o local de votação.
A cobertura de Justiça da Agência Brasil está disponível na seção Justiça. Outros conteúdos podem ser acompanhados pela Rádios EBC, pela Radioagência Nacional e pelo Repórter Brasil.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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