Um trágico incidente em Andradina, São Paulo, resultou na morte de José Rafael dos Santos Sailvano de Souza, uma criança de apenas dois anos, que recebeu uma dosagem errada de medicamento durante tratamento médico. O caso levantou preocupações sobre a responsabilidade profissional e os protocolos de segurança em ambientes hospitalares, levando a técnica de enfermagem responsável pela administração da medicação a ser acusada de homicídio culposo.
Circunstâncias do Ocorrido
José Rafael foi admitido em um hospital local em 6 de maio de 2025, apresentando um quadro de bronquiolite. A médica de plantão prescreveu a administração de 100 mg de hidrocortisona por via intravenosa. No entanto, a técnica de enfermagem, ao preparar o medicamento, aplicou uma dose de succinilcolina, um medicamento utilizado para intubação, que era oito vezes maior do que a dosagem segura para pacientes pediátricos.
Falhas na Verificação de Medicamentos
Durante a primeira audiência do caso, a promotora Marilia Gonçalves Gomes Cangani destacou que a técnica não conferiu o rótulo do medicamento antes de sua aplicação. A acusada admitiu que, devido à pressão de um ambiente de emergência, não seguiu os protocolos de segurança adequados, o que resultou na administração incorreta.
Consequências da Superdose
Após receber a dose incorreta, José Rafael apresentou uma rápida deterioração de sua condição, incluindo queda na saturação de oxigênio, vômitos, bradicardia e, por fim, uma parada cardiorrespiratória. Embora a equipe médica tenha iniciado manobras de reanimação imediatas, a criança não sobreviveu.
Análise Técnica e Defesa
Um laudo complementar indicou que a equipe médica fez o possível para tentar salvar a vida do menino, enquanto a defesa da técnica de enfermagem argumentou que a responsabilidade pela morte não pode ser atribuída apenas a ela. A denúncia do Ministério Público também destacou que a profissional retirou um frasco de succinilcolina de uma gaveta destinada a outros medicamentos, sem a devida verificação.
Aspectos Legais e Considerações Finais
O caso levanta questões sérias sobre a segurança no atendimento médico e a necessidade de rigorosos protocolos de verificação de medicamentos em ambientes hospitalares. Com a acusação de homicídio culposo, a técnica de enfermagem poderá enfrentar consequências legais severas, especialmente pelo fato de a vítima ser uma criança. A audiência de instrução será crucial para determinar os desdobramentos legais e as responsabilidades envolvidas neste trágico episódio.
Fonte: https://g1.globo.com
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