Rio de Janeiro Estabelece Nova Reserva Marinha para Proteger Biodiversidade e Promover Sustentabilidade

Rio de Janeiro Estabelece Nova Reserva Marinha para Proteger Biodiversidade e Promover Sustentabilidade

O estado do Rio de Janeiro deu um passo significativo em direção à proteção ambiental ao criar uma nova reserva marinha. Com uma extensão de 3 mil hectares, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Marinha Urupirá, localizada na zona oeste da capital, abrange ambientes marinhos, ilhas e costões rochosos, essenciais para diversas espécies da fauna e flora local, incluindo aquelas ameaçadas de extinção.

Rio de Janeiro Estabelece Nova Reserva Marinha para Proteger Biodiversidade e Promover Sustentabilidade
© Divulgação do governo do estado do Rio

Objetivos da Reserva Marinha

Estabelecida recentemente, a reserva tem como objetivo proteger os ecossistemas marinhos e costeiros, ao mesmo tempo em que assegura a continuidade de atividades econômicas sustentáveis, como a pesca artesanal e o ecoturismo. O secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Ricardo Mascarenhas, destacou que essa iniciativa é um passo crucial para o cumprimento das metas brasileiras relacionadas à Convenção para Proteção da Biodiversidade, conhecidas como metas 30×30. Essas metas visam proteger 30% do território nacional, incluindo áreas marinhas, até 2030.

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© Divulgação do governo do estado do Rio

Importância da Gestão Participativa

A categoria de Reserva de Desenvolvimento Sustentável permite a conciliação entre a conservação do meio ambiente e a realização de atividades tradicionais. O projeto Ilhas do Rio, desenvolvido por uma organização da sociedade civil, está diretamente envolvido na gestão da reserva, garantindo que as comunidades pesqueiras tenham voz ativa. Este projeto inclui ações de monitoramento participativo dos recursos pesqueiros e dos ecossistemas, além de iniciativas de educação ambiental e fiscalização.

Biodiversidade e Sustentabilidade

Um estudo técnico realizado pelo projeto Ilhas do Rio identificou 102 espécies de peixes nos recifes de corais da área, incluindo três espécies endêmicas. Além disso, 39 dessas espécies são de interesse para os pescadores locais. O levantamento também revelou a presença de organismos bentônicos, como polvos e lagostas, que possuem alto valor pesqueiro, e diversas espécies ameaçadas, como o coral-cérebro e a estrela-do-mar. Essa diversidade biológica ressalta a importância da região para a conservação e para a pesca sustentável.

Bragança (PA), 12/06/2025 – Vista de um braço do Rio Caeté em área de manguezal na Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu monitorada pelo projeto Mangues da Amazônia. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Bragança (PA), 12/06/2025 – Vista de um braço do Rio Caeté em área de manguezal na Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu monitorada pelo projeto Mangues da Amazônia. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Espécies Ameaçadas e Ecossistemas

A nova reserva também abriga espécies ameaçadas que transitam pela região, como a baleia-jubarte e várias espécies de tartarugas marinhas. A gestão dessa área é fundamental não apenas para a proteção dessas espécies, mas também para garantir que as comunidades locais possam continuar a utilizar os recursos de forma sustentável.

A drone view shows a mural on a building as smoke from Amazon wildfires and a burning landfill hangs over Manaus, Brazil, October 8, 2026. REUTERS/Bruno Kelly
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Conclusão

A criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Marinha Urupirá representa um avanço significativo para a conservação ambiental no Rio de Janeiro. Ao integrar a proteção da biodiversidade com a promoção de atividades econômicas sustentáveis, o governo do estado busca estabelecer um modelo que beneficie tanto a natureza quanto as comunidades locais. Essa abordagem equilibrada é essencial para garantir que os recursos naturais sejam preservados para as gerações futuras.

Links e documentos citados

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br