Falta pouco para sermos potência 🇧🇷

Você com certeza já ouviu falar que somos o “país do futuro”, mas o que você talvez não saiba é que, depois de anos de expectativa, o tal do futuro parece enfim ter chegado — pelo menos quando falamos de terras raras.

Na edição de hoje, você descobre como o Brasil está à frente das maiores potências do mundo na corrida pelos minerais mais cobiçados dos últimos tempos e como isso pode nos render alguns bilhões.        

Boa tarde.

No Espresso de hoje, você vai ver:

 Pela primeira vez na história, a OTAN pode brigar entre si;

 O Brasil está com a faca e o queijo na mão para virar uma potência dos minerais;

 O “sol artificial” da China está fazendo o mundo sonhar com energia ilimitada;

 Fazer exercício pode ser tão eficaz quanto a terapia para a saúde mental;

 As novas tarifas de Trump miram o Irã, mas podem atingir o Brasil de raspão.          

 Seu biscoitinho da sorte O homem corajoso não é o que não sente medo, mas o que o supera Nelson Mandela          

Pela primeira vez na história, a OTAN pode brigar entre si | Mundo (Reuters) Se antes o Ártico era uma região um tanto quanto esquecida do nosso planeta, conhecida apenas por seus ursos polares e paisagens cobertas de neve, agora ele é o pivô de uma importante crise geopolítica.

Rachou o elenco: A palavra “guerra” voltou aos discursos oficiais de autoridades da Europa, e o contexto é um possível conflito entre membros da própria OTAN por causa da Groenlândia.

Líderes europeus da aliança militar do Ocidente têm avaliado o envio de tropas para o território para impedir qualquer aproximação das forças armadas dos EUA.

O que está por trás disso?

Desde que voltou à Casa Branca, Trump tem insistido que quer transformar a região em território americano — seja por “questões de segurança” ou por ela ser um “ativo estratégico”.

Para se ter ideia, a Casa Branca cogita pagar até US$ 100 mil por habitante da ilha para convencê-los a se separarem da Dinamarca — algo que os europeus veem como inaceitável.

Quem vai ficar com ela? Do lado europeu da OTAN, França e Alemanha estão liderando as conversas para uma missão militar conjunta em caso de avanço dos americanos.

Esse movimento marca a primeira vez em que países membros da aliança militar construída para proteger os interesses do Ocidente ficam perto de entrar em guerra entre si.

Tá, mas por que a Groenlândia? O território tem 3x o tamanho do Texas, mas só 57 mil habitantes.

Além disso, a ilha é rica em minerais raros, usados nos principais dispositivos tecnológicos. Como se não bastasse, a região tem uma base militar americana, e as rotas marítimas do Ártico são consideradas estratégicas para o transporte de produtos entre a Ásia e a Europa.

Compartilhe          

O Brasil está com a faca e o queijo na mão para virar uma potência dos minerais | Brasil (BBC) Meio caminho andado.

O nosso país tem o privilégio de poder dizer que já largou na frente em uma das principais corridas do século XXI: a das terras raras.

Além de fazerem praticamente todo eletrônico funcionar — inclusive por onde você está lendo a gente —, esse grupo de minerais é essencial para a transição energética.

A relevância: A demanda global por esses materiais deve crescer até 4x nos próximos 15 anos.

O problema é que hoje a oferta é limitada — e muito concentrada. Não por acaso, o mundo ocidental busca, de todas as formas, reduzir a dependência da China — que domina cerca de 90% do mercado mundial.

Agora, adivinhe quem vem depois… Sim, somos nós.

O Brasil tem a 2ª maior reserva de terras raras do mundo. (TV Globo) Pensando nisso, o governo brasileiro enviou uma delegação para o maior evento mundial sobre mineração, que acontece na Arábia Saudita.

Um objetivo volumoso: Os cálculos mostram que o nosso país pode receber até R$ 100 bilhões em investimentos em terras raras até 2029 — principalmente de investidores estrangeiros.

Acontece que o Brasil parou no meio do caminho. Ao mesmo tempo em que temos muitas reservas desses minerais, a produção refinada em solo nacional é baixíssima.

Para se ter ideia, uma tonelada de minério de lítio pode valer cerca de US$ 800, mas o lítio já refinado, pronto para baterias, pode ultrapassar US$ 8 mil.

Então o que falta fazer?

O Congresso discute a criação de uma Política Nacional de Minerais Críticos, que conta com incentivos fiscais, regras mais claras e estímulos ao refino no país.

Além disso, o BNDES criou um fundo de R$ 1 bilhão para financiar projetos de mineração ligados à transição energética.

O tempo está passando: Se o Brasil não avançar rápido, analistas apontam para o risco de o país continuar só exportando matéria-prima barata — enquanto outros ficam com o lucro, o poder e a influência.

Compartilhe          

O “sol artificial” da China está fazendo o mundo sonhar com energia ilimitada | Tecnologia (Global Times) Imagine pegar o poder que só o Sol tem e conseguir trazê-lo para a Terra — e ainda de forma limpa e quase infinita.

Conheça o EAST: Esse é o nome do reator experimental de fusão nuclear desenvolvido por pesquisadores chineses, que está cada vez mais perto de transformar esse sonho em realidade.

Diferente das usinas nucleares tradicionais que temos hoje em dia, que usam fissão, a fusão nuclear pode gerar energia quase ilimitada, com pouquíssimo lixo radioativo e nenhuma emissão de gás carbônico.

Como funciona?

Basicamente, ela une dois átomos leves e os transforma em um único átomo mais pesado. Durante esse processo, uma quantidade colossal de energia é liberada.

O grande problema é que, para isso acontecer, são necessárias temperaturas absurdamente altas para manter a matéria em um estado chamado “plasma”, de forma estável — sem explodir o reator.

Mas esse problema pode ter acabado: O EAST foi capaz de manter o plasma estável em densidades muito maiores do que as consideradas seguras até hoje.

Os cientistas ultrapassaram o chamado Limite de Greenwald — uma espécie de “linha vermelha” que dizia até onde dava para ir antes de o plasma ficar instável e acabar com a reação.

O EAST operou entre 1,3 e 1,65 vezes acima desse limite por mais de 6 minutos — algo que, até então, parecia inviável.

O que você precisa sair daqui sabendo: Os chineses mostraram que, com ajustes finos, a fusão nuclear pode se tornar uma fonte de energia limpa e viável em um futuro próximo.

Com o princípio físico provado e dominado, o desafio agora é a engenharia necessária para construir usinas comerciais de produção.

Looking forward: A expectativa é que, no futuro, grande parte da energia consumida pelos data centers venha da fusão nuclear. Até 2030, a demanda vinda desses centros que alimentam as IAs deve mais que dobrar.

Compartilhe          

O que mais aconteceu de relevante no Brasil e no mundo? Um preso de 26 anos: Irã marca para amanhã primeira execução de manifestante

Ainda sobre o Irã… 

Trump diz ter cancelado qualquer diálogo com o país e insta manifestantes a “tomar instituições”

Tratamento revolucionário: Anvisa aprova lenacapavir, medicamento em injeção semestral para prevenção do HIV

Ei, Siri”: Apple e Google fazem acordo para que o Gemini alimente a Siri e outros recursos de IA da empresa da maçã

“Um iPhone novo ou alguns quilos a menos? Demanda explode e Brasil já importa mais caneta emagrecedora que celular

Tensão com Trump: Banqueiros centrais ao redor do mundo se unem em defesa de Jerome Powell Também elogiou o BC: Haddad diz que caso do Banco Master pode ser a “maior fraude bancária da história do Brasil”          

Fazer exercício pode ser tão eficaz quanto a terapia para a saúde mental | Negócios (PeopleTalk) Se aquele seu amigo que não sai da academia já te falou que malha porque faz bem pra cabeça, agora você sabe que ele não estava de papinho furado.

Suar a camisa para clarear a mente: Uma grande análise de diferentes estudos descobriu que a atividade física regular pode ajudar a combater a depressão de forma tão eficaz quanto fazer terapia.

Em comparação com os antidepressivos, os resultados também foram parecidos — embora as evidências, nesses casos, sejam um pouco menos certeiras.

Qual exercício funciona melhor?

Os 73 ensaios clínicos, com mais de 5 mil adultos, mostraram que atividades leves ou moderadas funcionam melhor do que treinos muito intensos.

Isso acontece porque exercícios muito pesados podem, em alguns casos, fazer mais gente desistir.

No final, o que importa mesmo é manter a regularidade.

Um disclaimer importante:

Os próprios pesquisadores deixaram claro que o exercício não substitui o tratamento médico, principalmente em casos mais graves.

Mas, no fim das contas, treinar é um recurso poderoso, barato e pouco explorado, que pode complementar — e, em alguns casos, até se igualar — às abordagens tradicionais.

A relevância:

A depressão afeta mais de 300 milhões de pessoas ao redor do mundo, com as taxas aumentando drasticamente nas últimas décadas.

Ou seja, é importante que cada vez mais gente saiba que o primeiro passo pode ser se movimentar.

Compartilhe          

As novas tarifas de Trump miram o Irã, mas podem atingir o Brasil de raspão | Economia (O Globo) Ele usou a caneta mais uma vez: Donald Trump anunciou que os EUA vão cobrar uma tarifa extra de 25% de qualquer país que faça negócios com o Irã.

A medida vem como forma de retaliação ao regime iraniano — que vem reprimindo com violência as maiores manifestações que o país já viu em quase 20 anos.

Como vai funcionar: O que ficou decidido é que, se um país vende ou compra coisas do Irã e também faz negócios com os EUA, os americanos vão cobrar mais caro nessas transações.

A coisa começa a complicar para o nosso lado quando lembramos que o Brasil tem uma relação comercial importante — mas não gigantesca, é verdade — com o Irã.

Vamos aos números:

O nosso país vende muito mais para o Irã do que compra.

Em 2025, nossas exportações para o país persa foram de US$ 2,9 bilhões, sendo a maioria de milho, soja e açúcar.

Já as compras de produtos iranianos ficaram na casa dos US$ 84 milhões, principalmente ureia — usada em fertilizantes —, pistache e uvas secas.

Ou seja, o Brasil tem um grande superávit com o Irã.

Ainda não está claro se a tarifa de 25% vai atingir todos os produtos que o Brasil vende para os EUA, caso o nosso país continue negociando com o Irã.

Se esse for o caso, produtos brasileiros em solo americano podem ficar mais caros e menos competitivos — isso sem falar no impacto para as nossas exportações.

Os próximos passos:

O governo brasileiro ainda não se manifestou, já que está avaliando como agir. Vale lembrar que, caso o Brasil rompa com o Irã, o impacto pode ser também político — já que o país passou a integrar os Brics.

Compartilhe      

Ei, não precisa fazer da gente um segredo  Querido leitor, aqui a gente acredita que o que é bom precisa ser compartilhado. Ainda mais quando você ajuda a deixar cada vez mais pessoas sabendo de tudo o que acontece no Brasil e no mundo de forma rápida, inteligente e leve.

 Ainda não te convenceu?

Então saiba que quando você recomenda o Espresso, você passa a somar pontos para resgatar as nossas recompensas exclusivas de graça.

Simples assim:

Quanto mais você indica → mais pontos você ganha → mais recompensas são enviadas.

Basta compartilhar o seu link de indicação com todo mundo que vier à mente para começar a somar pontos.

Ah, e lembre que a turma indicada precisa confirmar a inscrição por aqui Clique aqui para pegar o seu link único de indicação

Ao participar, você automaticamente concorda com os Termos e Condições do nosso programa.  

O que você achou do Espresso de hoje?

Boas sacadas Meio arrastada Insuportável  

Quer a história da sua marca contada do jeito Espresso de ser? Então clique aqui. espresso 228 Park Ave S, #29976, New York, New York 10003, United States Alimentado por beehiiv Terms of Service

Continue sempre bem informado acessando nossos portais:

  • Jornal Dia Dia
    Sua fonte confiável para as melhores notícias e artigos úteis. Fique por dentro dos acontecimentos mais importantes, dicas práticas e conteúdos de qualidade.
  • Jornal Brasil Regional (JBR)
    O pulso do país em tempo real. Notícias nacionais, regionais e internacionais com ética e credibilidade.
  • Castilho Notícias (News)
    O seu diário local com cobertura de Castilho e Região (SP). Jornalismo com credibilidade.
  • Casa e Jardim
    Dicas exclusivas sobre decoração, jardinagem, arquitetura, DIY, reformas e muito mais. Tendências, soluções práticas e ideias criativas para todos os estilos e orçamentos.
  • B10 Brasil
    As principais notícias, análises e insights sobre negócios, economia e soberania nacional. Conectando o Brasil ao mundo com inteligência e estratégia.