Ato de Bolsonaristas Ofende Memória de Marielle Franco no Rio de Janeiro

Ato de Bolsonaristas Ofende Memória de Marielle Franco no Rio de Janeiro

Em um ato realizado nas proximidades da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), apoiadores do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) ofenderam a memória da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018. O incidente ocorreu em 13 de outubro de 2026, um dia após a PUC-Rio ter decidido proibir manifestações político-partidárias na universidade até o fim das eleições.

Ofensas e Reações Durante o Ato

Durante a manifestação, bolsonaristas proferiram ironias sobre o assassinato de Marielle. Em vídeos que circularam nas redes sociais, um dos manifestantes utilizou um carro de som para fazer comentários desrespeitosos, afirmando que “Marielle está com papai do céu” e “ou no colo do capeta”. Em resposta, apoiadores de Lula entoaram gritos de “Marielle, presente”, resultando em uma troca de ofensas entre os grupos.

Ato de Bolsonaristas Ofende Memória de Marielle Franco no Rio de Janeiro
© foto Mídia NINJA

A Repercussão nas Redes Sociais

A filha de Marielle, Luyara Franco, expressou sua indignação nas redes sociais ao afirmar que zombar do assassinato de sua mãe é um ato de violência política. Ela destacou que transformar a tragédia que afetou sua família em motivo de deboche desrespeita a história e a luta por justiça em torno do caso. Luyara enfatizou que Marielle era uma mulher brilhante, com uma trajetória dedicada à defesa dos direitos humanos e à transformação social.

O Legado de Marielle e o Apoio da Família

Anielle Franco, irmã de Marielle e agora deputada federal, também se manifestou em apoio aos estudantes que protestavam. Em suas declarações, ela ressaltou a importância da resistência e a luta por justiça. Anielle lembrou que sua irmã foi uma aluna da PUC-Rio e que a comunidade acadêmica tem um papel fundamental na preservação da memória de Marielle.

O Assassinato de Marielle Franco

Marielle Franco foi assassinada em março de 2018, quando seu carro foi alvejado após um evento no centro do Rio de Janeiro. Juntamente com seu motorista, Anderson Gomes, ela foi vítima de um crime que gerou grande comoção nacional e internacional. Os responsáveis pelo assassinato, os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, foram condenados em 2024, junto a outros envolvidos que também foram responsabilizados pelo crime.

Brasília (DF), 25/10/2024 - Montagem de Ronnie Lessa e Élcio Queiroz durante depoimento no caso do assassinato de Marielle Franco. Foto: MP/Reprodução
Brasília (DF), 25/10/2024 – Montagem de Ronnie Lessa e Élcio Queiroz durante depoimento no caso do assassinato de Marielle Franco. Foto: MP/Reprodução

A Justiça e as Condenações

Recentemente, o caso de Marielle ganhou novas repercussões judiciais, com o Supremo Tribunal Federal (STF) mantendo as condenações dos acusados e ampliando as penas de Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz. O caso continua a ser um marco na luta por justiça e pelos direitos humanos no Brasil.

O ato realizado em 13 de outubro de 2026 e as ofensas dirigidas à memória de Marielle Franco revelam a polarização política e o desrespeito por figuras que simbolizam a luta por justiça social e direitos humanos. A memória de Marielle permanece viva, inspirando novas gerações a continuar a busca por justiça e dignidade.

Links e documentos citados

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br