Anvisa aprova Emrelis para tratamento de câncer de pulmão avançado

Anvisa aprova Emrelis para tratamento de câncer de pulmão avançado

A Anvisa aprovou o registro do Emrelis (telisotuzumabe vedotina), novo medicamento destinado ao tratamento de determinados casos avançados de câncer de pulmão. O produto apresentou taxa de resposta objetiva de 29,2% na população avaliada em estudo clínico.

Quem pode receber o medicamento

O Emrelis é indicado para pacientes adultos com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) não escamoso, localmente avançado ou metastático. O tumor deve apresentar receptor do fator de crescimento epidérmico do tipo selvagem, alta superexpressão da proteína c-Met, e os pacientes precisam ter recebido terapia sistêmica anteriormente.

A doença é considerada localmente avançada quando permanece em uma região próxima, mas não pode ser tratada apenas com cirurgia. Já no estágio metastático, as células tumorais se espalham para outras partes do corpo.

Anvisa aprova Emrelis para tratamento de câncer de pulmão avançado
© Chanakon/AdobeStock

Como funciona o Emrelis

Segundo a Anvisa, o medicamento foi desenvolvido para reconhecer e se ligar seletivamente à proteína c-Met presente na superfície das células tumorais. Esse processo permite a internalização do complexo pela célula e a liberação intracelular da monometilauristatina E, substância que provoca a morte celular direcionada.

Resultados observados no estudo

A aprovação foi fundamentada principalmente nos resultados de um estudo realizado com pacientes previamente tratados para CPCNP. Na população total avaliada, a taxa de resposta objetiva foi de 29,2%.

Entre os pacientes que apresentavam alta superexpressão de c-Met, a taxa de resposta chegou a 34,5%. A agência informou que essas respostas foram duradouras e representaram benefício clínico relevante em um cenário com opções terapêuticas limitadas.

Brasília (DF), 07/07/2026 – Preço de medicamento pode variar mais de 2400% entre um estabelecimento e outro, alerta Procon-SP Foto: Pexels/Pixabay
Brasília (DF), 07/07/2026 – Preço de medicamento pode variar mais de 2400% entre um estabelecimento e outro, alerta Procon-SP Foto: Pexels/Pixabay

Câncer de pulmão tem alta mortalidade

De acordo com a Anvisa, o câncer de pulmão está entre as principais causas de mortalidade por câncer no mundo. O CPCNP corresponde a aproximadamente 85% dos casos, e cerca de 70% desses tumores pertencem ao subtipo não escamoso, que é o foco da nova indicação.

A agência ressaltou que pacientes com doença localmente avançada ou metastática costumam ter prognóstico desfavorável. Depois do tratamento com quimioterapia e imunoterapia, a disponibilidade de novas terapias é limitada, o que aumenta a relevância de alternativas destinadas a grupos específicos de pacientes.

Anvisa também aprova medicamento para câncer de mama

Na mesma decisão, a Anvisa aprovou o registro do Poherdy (pertuzumabe), indicado para o tratamento de câncer de mama metastático e de câncer de mama em estágio inicial.

Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
© Chanakon/AdobeStock

Para a doença metastática, o medicamento deve ser utilizado em combinação com trastuzumabe e docetaxel. A indicação contempla pacientes com câncer de mama HER2-positivo metastático ou localmente recorrente não operável que não tenham recebido tratamento prévio com medicamentos anti-HER2 ou quimioterapia.

Nos casos de câncer de mama inicial, o pertuzumabe é indicado em associação com trastuzumabe e quimioterapia. O uso neoadjuvante, realizado antes da cirurgia, é destinado a pacientes com câncer HER2-positivo localmente avançado, inflamatório ou em estágio inicial, desde que apresentem alto risco de recorrência e integrem um esquema terapêutico completo.

O uso adjuvante, realizado após a cirurgia, é indicado para pacientes com câncer de mama HER2-positivo em estágio inicial e alto risco de recorrência.

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Links e documentos citados

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br