Pesquisador Dr Wilson Tivelli





No Dia Mundial do Vinho, Apta Regional de São Roque consolida safra de uvas agroecológica e avança na transição para o sistema biodinâmico
Em referência ao Dia Mundial do Vinho, celebrado em 18 de fevereiro, resultados reforçam a força da pesquisa pública na viticultura sustentável paulista, Apta Regional de São Roque colhe mais de 2 toneladas de uvas agroecológicas
Em sintonia com o Dia Mundial do Vinho, comemorado em 18 de fevereiro, os resultados da safra 2025/2026 evidenciam como tradição e inovação caminham juntas em São Roque.
No município conhecido como a Terra do Vinho, a pesquisa da Apta Regional fortalece o enoturismo, valoriza o terroir local e projeta um futuro ainda mais sustentável para o setor.
A colheita da safra alcançou a produção de 2.136 quilos de uvas cultivadas em sistema agroecológico.
O resultado confirma a viabilidade técnica e econômica do modelo sustentável e marca o início de uma nova etapa: a transição do vinhedo experimental para o sistema biodinâmico.
A grande protagonista da colheita foi a variedade Bordô, responsável por 1.735 kg da produção total. Conhecida por sua rusticidade e intensa coloração, ela é a base para a produção dos sucos e vinhos de mesa na região.
O balanço também registrou as variedades Isabel Precoce com 228 kg e IAC Ribas 173 kg.
A escolha pelo sistema agroecológico reflete uma tendência crescente no mercado que busca alimentos livres de resíduos químicos e produzidos com respeito à biodiversidade.
No Roteiro do Vinho de São Roque, essa tendência foi sentida nas vinícolas em 2017 no atendimento aos cerca de 1,5 milhão de turistas que passeiam na cidade anualmente.
Com essa dinâmica, a Apta Regional de São Roque, vinculada à Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, concluiu, com sucesso, o ciclo de colheita no vinhedo agroecológico para produção de vinho, espumante e suco.
O balanço final aponta uma produção de uvas de alta qualidade, com excelente estado fitossanitário e equilíbrio entre açúcar e acidez. “O resultado é muito relevante para o manejo sustentável e reafirma a viabilidade técnica e econômica da agricultura livre de resíduos químicos”, ressalta o pesquisador Wilson Tivelli, coordenador do projeto.
A safra deste ano, colhida na primeira quinzena de janeiro, reafirma a viabilidade da agricultura sustentável. “O manejo agroecológico segue demonstrando resiliência e produtividade constante”, destaca Tivelli.
Os benefícios, segundo Tivelli, que se iniciam no campo, chegam à sociedade com alto valor agregado. Para o produtor rural, os dados desta safra provam que o manejo agroecológico é produtivo e menos dependente de insumos caros, “onde o manejo do ácaro da erinose da videira e a formiga cortadeira podem ser realizados com a correção do enxofre e o molibdênio no solo, respectivamente; ou que o controle do míldio pode ser manejado com a aplicação de sílica nas videiras”.
“Para a sociedade, o resultado é um alimento nutricionalmente superior e um modelo de produção que protege a biodiversidade e os recursos hídricos de São Roque, com a vivificação do solo do vinhedo que permite mitigar o efeito estufa, causado pelo gás carbônico ao manejar as plantas espontâneas ou com a permeabilidade do solo orgânico que volta a absorver a chuva, recarregando o lençol freático e mitigando as enchentes no meio urbano”, explica Tivelli.
Os trabalhos visam o fortalecimento de parcerias estratégicas público-privada, além de levar incentivo aos mercados locais [circuitos curtos] para pequenos e médios agricultores.
Rendimento por Variedade
Tivelli explica que essas uvas passam pelo processo de transformação, “onde o respeito ao meio ambiente se transforma em sabor”.
Os valores referem-se estritamente à massa líquida das frutas, destinadas ao processamento imediato das variedades.
Na colheita da Bordô e Isabel Precoce totalizou 1943 kg, rendendo 905 litros de suco, com um rendimento de 2,15 Kg de uva por litro de suco.
A uva Bordô garante a cor “sangue de boi” e alta concentração de polifenóis (antioxidantes) e a Isabel se destaca por ser ótima para ajuste de acidez e pelo aroma adocicado.
A IAC Ribas com 173 kg, rendeu aproximadamente 120 litros de vinho branco/base ou 112 litros de suco. A Variedade se destaca pelos cachos com boa conformação e de tamanho médio, com bagas redondas, além de sabor neutro bom e coloração levemente âmbar.
Qualidade e Sustentabilidade
Para Tivelli, o sucesso da safra, mesmo com o atraso no ciclo de produção, devido ao clima mais frio na primavera, “demonstra a resiliência do sistema”.
O volume colhido supera as expectativas para o manejo agroecológico, entregando frutos com excelente equilíbrio entre açúcar e acidez.
O destino da produção é o processamento de vinhos e sucos integrais, que levam ao consumidor o sabor autêntico do terroir local, preservando as características naturais de cada variedade.
O trabalho é desenvolvido, desde 2018, em parceria com o Sindicato da Indústria do Vinho de São Roque (Sindusvinho), a Prefeitura da Estância Turística de São Roque e o Curso de Viticultura e Enologia do Instituto Federal de São Paulo (Campus de São Roque).
Educação e Pesquisa Aplicada
O vinhedo experimental da Apta Regional de São Roque é um espaço compartilhado entre diversas Instituições, com o foco em pesquisa e ensino, além de auxiliar na revitalização da paisagem vitícola do município.
O vinhedo funcionou como uma extensão da sala de aula para alunos de Viticultura e Enologia do Instituto Federal (IFSP) – Campus São Roque. Na prática profissional, os estudantes foram responsáveis pelo manejo de 65 plantas cada, acompanhando o ciclo, desde a quebra de dormência até a colheita.
A produção está sendo processada para a elaboração de sucos integrais e vinhos, além de ser utilizada em pesquisas do Instituto Federal para avaliar as características organolépticas de cada variedade.
Próximos passos: Do Agroecológico ao Biodinâmico
Com o encerramento da colheita, a Apta Regional de São Roque inicia uma nova agenda estratégica para 2026, unindo inovação, sustentabilidade e impacto social.
Entre as ações previstas estão a transição do vinhedo para a viticultura biodinâmica, em parceria com o Instituto Mahle; a execução de um projeto aprovado pelo CNPq, em colaboração com a UFSCar Sorocaba, voltado à transferência de tecnologia para agricultores, quilombolas, assentados rurais e indígenas; e a implantação de um novo vinhedo de uvas tintas para o estudo do Valor de Cultivo e Uso, com a comparação entre linhagens do IAC e variedades comerciais modernas sob manejo biodinâmico.
Rede Agroecológica
A Apta Regional possui a Rede Agroecológica Regional (RAR), criada em 2022, que envolve 20 pesquisadores de 11 unidades regionais no estado de São Paulo.
Os projetos científicos da Rede, com bases agroecológicas para produção de alimentos, buscam desenvolver uma agricultura socialmente justa, produtiva e sustentável, com o mínimo de interferência de insumos agroquímicos.
Agroecologia paulista está ancorada no Plano Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica (Pleapo), e outras políticas públicas, que fortalece a pesquisa e a agricultura livre de agrotóxicos, com produtividade comercial, integrada às necessidades da agricultura regional.
Para conhecer mais sobre o Pleapo, acesse
Outro ponto de destaque da Apta Regional está em transferir tecnologias por meio dos trabalhos dos Arranjos Produtivos Locais do Agro (APLs).
“Os pacotes tecnológicos propõem alternativas que viabilizem o desenvolvimento e a sustentabilidade social, econômica, ambiental e cultural das famílias das pequenas e médias propriedades rurais”, destaca Daniel Gomes.
Sobre a Apta Regional
A Apta Regional é uma Instituição de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (ICTESP), vinculada à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA). Com 18 unidades de pesquisa, atuam em áreas como agronomia, zootecnia, pesca continental, sanidade vegetal e animal, agregação de valor em produtos agropecuários, sistemas integrados de produção e segurança alimentar.
Desenvolvimento do agronegócio nas variadas regiões edafoclimáticas, buscando o fortalecimento socioeconômico das regiões político-administrativas.
As tecnologias geram oportunidades de negócios, trabalho e renda ao produtor rural e atendem demandas de consumo da população, que busca por uma cadeia produtiva mais sustentável e pela saudabilidade dos alimentos.
Lisley Silvério (MTb. 26.194)
Apta Regional /Apta/ SAA
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