Cerca de 210 milhões de eleitores norte-americanos votam nesta terça-feira (3) para definir qual partido — republicanos ou democratas — controlará o Congresso dos Estados Unidos nos dois últimos anos do segundo mandato presidencial de Donald Trump. A eleição, conhecida como midterm, também envolve disputas para governos estaduais e cargos locais.
Estão em jogo os 435 assentos da Câmara dos Representantes, além de 35 das 100 cadeiras do Senado. Em 36 estados, os eleitores também escolhem o governador. O resultado poderá alterar o equilíbrio de forças políticas no país e determinar o espaço que Trump terá para aprovar sua agenda legislativa até o fim do mandato, em 2028.
Republicanos tentam preservar maioria no Congresso
Atualmente, o Partido Republicano controla as duas Casas do Congresso. Na Câmara, porém, a maioria é considerada estreita: são 218 congressistas, número que representa o limite para o controle da Casa. Estados como Texas, Ohio e Iowa aparecem com frequência nas pesquisas como áreas onde uma mudança de partido pode modificar o equilíbrio entre republicanos e democratas.

No Senado, os republicanos têm 53 senadores, contra 45 democratas e dois independentes. As sondagens recentes indicam vantagem dos democratas na preferência nacional. No fim de semana, a média compilada pelo site realclearpolling.com apontava 51,5% para os democratas e 43,1% para os republicanos.
Trump transforma eleição em avaliação de seu governo
Embora seu nome não esteja nas cédulas, Trump colocou a própria imagem no centro da campanha republicana. Em comícios, pediu aos eleitores que imaginassem seu nome também no boletim de voto e prometeu conceder US$ 5 mil — cerca de 4,4 mil euros — a todos os cidadãos adultos norte-americanos caso o Partido Republicano vença a eleição.

Na reta final da campanha, o presidente anunciou ainda uma recompensa de US$ 1 milhão, equivalente a mais de 890 mil euros, para quem denunciasse fraudes eleitorais. A estratégia ocorre em meio a uma taxa de desaprovação de 60%, considerada histórica, segundo informações divulgadas antes da votação.
Uma eventual derrota republicana em uma das Casas dificultaria a aprovação das propostas de Trump e permitiria aos democratas abrir investigações parlamentares sobre a administração. Diante da possibilidade de enfrentar uma maioria hostil no Congresso, o presidente afirmou à Fox News: “Acho que vou tornar-me o ‘sr. Veto’”.
Economia e temas sociais mobilizam eleitores
Pesquisas recentes indicam que muitos norte-americanos devem votar principalmente de acordo com a situação financeira das famílias. O aumento dos preços da gasolina, dos custos de moradia e das despesas com cuidados de saúde aparece entre as principais preocupações do eleitorado.

Os direitos reprodutivos continuam sendo um tema relevante, ao lado da imigração e da situação da democracia norte-americana. Também entraram no debate a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e o rápido avanço da inteligência artificial e dos centros de dados, que levantam questões relacionadas à segurança, ao emprego e ao consumo de energia.
Mais de 50 milhões votaram antecipadamente
Mais de 50 milhões de eleitores já haviam votado antecipadamente, cerca de 10 milhões a mais do que nas eleições de meio de mandato de 2022, de acordo com dados do Election Lab, da Universidade da Flórida.

Entre os eleitores que participaram antecipadamente está o próprio Trump, que votou em 24 de outubro, na Flórida. O Vaticano também anunciou que o papa Leão XIV, natural de Chicago, votou por correspondência. Até então, não havia registros da participação de um chefe da Igreja Católica em eleições norte-americanas, o que tornou o anúncio um episódio histórico.
Impacto do resultado até 2028
Caso os democratas conquistem uma ou as duas Casas do Congresso, Trump poderá terminar o mandato com capacidade limitada para executar sua agenda. O resultado também servirá como um importante indicador da avaliação popular sobre o governo e poderá influenciar a disputa política norte-americana nos próximos anos.
Com a votação desta terça-feira, os eleitores definem não apenas a composição do Legislativo, mas também as condições políticas para os dois últimos anos da presidência de Trump.
Links e documentos citados
- Internacional
- https://www.lusa.pt/
- Aprovação de Trump fica perto da mínima histórica antes da eleição
- Trump e Milei entram para lista de "predadores da imprensa", diz ONG
- Eleição nos Estados Unidos define futuro de Trump nesta terça-feira
- Radioagência TSE realiza hoje audiência pública sobre proibição das bets no país
- Rádios
- TV Brasil Uma homenagem à divina Eliizeth Cardoso
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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