Colômbia Adota Decreto que Criminaliza Protestos Sociais

Colômbia Adota Decreto que Criminaliza Protestos Sociais

Em uma medida polêmica, o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, assinou um decreto que visa intensificar a repressão a manifestações pacíficas no país. Esta decisão foi tomada poucas horas antes da primeira manifestação convocada por grupos opositores, marcando um momento tenso na política colombiana.

Objetivos do Decreto

O governo argumenta que o decreto é necessário para reforçar os mecanismos de controle e garantir a ordem pública durante as manifestações populares. Durante uma transmissão ao vivo, o presidente enfatizou que o direito ao protesto pacífico é uma “garantia constitucional”, mas destacou que isso não dá permissão para agredir outros cidadãos ou obstruir serviços essenciais, como ambulâncias.

Colômbia Adota Decreto que Criminaliza Protestos Sociais
© Reuters/Fernando Vergara/Proibida reprodução

Diretrizes para o Controle de Manifestações

Entre as novas diretrizes estabelecidas, consta a necessidade de acompanhamento constante das manifestações por parte das autoridades competentes. Os agentes responsáveis pela supervisão devem manter uma distância mínima de quatro metros dos manifestantes, uma medida que visa prevenir conflitos e garantir a segurança durante os eventos.

Intervenções das Forças de Segurança

O decreto também permite a intervenção das forças de segurança em situações em que haja a presença de armas de fogo, armas brancas, explosivos ou artefatos incendiários. Além disso, as autoridades poderão agir em casos de retenção de indivíduos contra a vontade ou agressões físicas durante as mobilizações.

Colombia's President-elect Abelardo de la Espriella speaks after receiving his credentials from Colombia's National Electoral Council President Cristian Ricardo Quiroz Romero, in Bogotá, Colombia, June 25, 2026. REUTERS/Sergio Acero
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Proteções para Setores Específicos

O documento legislativo inclui medidas de proteção específicas para servidores públicos, pessoal uniformizado, equipes médicas e jornalistas. Essas provisões visam assegurar a segurança desses grupos durante as manifestações, estabelecendo protocolos claros de atuação frente a ameaças ou ataques.

Uma bandeira venezuelana tremula enquanto pessoas procuram os corpos de seus entes queridos sob os escombros, após os terremotos que abalaram a Venezuela em 24 de junho, em Caraballeda, La Guaira, Venezuela 29 de julho de 2026 REUTERS/Gaby Oraa
Uma bandeira venezuelana tremula enquanto pessoas procuram os corpos de seus entes queridos sob os escombros, após os terremotos que abalaram a Venezuela em 24 de junho, em Caraballeda, La Guaira, Venezuela 29 de julho de 2026 REUTERS/Gaby Oraa

Desdobramentos Legislativos

Além do decreto sobre protestos, o governo colombiana também apresentou outras iniciativas legislativas, incluindo um projeto de lei destinado ao combate a grupos armados organizados e um estatuto antiterrorista. Essas propostas fazem parte de um esforço mais amplo para lidar com a violência e a instabilidade no país.

Conclusão

A assinatura do decreto que criminaliza os protestos sociais na Colômbia levanta preocupações sobre liberdades civis e direitos humanos. Enquanto o governo alega que a medida é necessária para manter a ordem, críticos temem que isso possa resultar em uma repressão excessiva contra vozes dissidentes. A situação se desenrola em um cenário onde as tensões políticas e sociais estão em alta, e o futuro das manifestações pacíficas no país permanece incerto.

Links e documentos citados

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br