Ataque a Unidade da Funai em Terra Indígena no Paraná: Uma Ação Criminosa e Inaceitável

Ataque a Unidade da Funai em Terra Indígena no Paraná: Uma Ação Criminosa e Inaceitável

Na noite de quinta-feira, 8 de outubro de 2026, a Unidade Técnica Local (UTL) da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) localizada em São Jerônimo da Serra, Paraná, sofreu um ataque que levantou preocupações sobre a segurança e os direitos dos povos indígenas na região. Segundo informações oficiais, o incidente envolveu o uso de artefatos explosivos, resultando em danos significativos à estrutura do prédio.

Detalhes do Ataque

O ataque à UTL ocorreu na Terra Indígena São Jerônimo, que abriga cerca de 670 pessoas de três etnias distintas: Guarani Ñandeva, Kaingang e Xetá. Embora o ato tenha causado danos, como janelas quebradas e vidro espalhado pelo chão, não houve feridos. A Funai e o Ministério dos Povos Indígenas registraram um boletim de ocorrência e acionaram as autoridades competentes, incluindo a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para investigar o caso e identificar os responsáveis.

Ataque a Unidade da Funai em Terra Indígena no Paraná: Uma Ação Criminosa e Inaceitável
© MPI/Divulgação

Reações das Autoridades

Em resposta ao ataque, o Ministério dos Povos Indígenas e a Funai emitiram uma declaração firme, afirmando que o Estado brasileiro não se deixará intimidar por atos de violência e que continuará a cumprir sua obrigação de proteger os direitos dos povos indígenas. A presidenta da Funai, Lucia Alberta Baré, expressou sua indignação em um vídeo publicado nas redes sociais, enfatizando que a depredação de um prédio público por extremistas é inaceitável e vai de encontro aos direitos fundamentais dos indígenas.

Operação Javari
© MPI/Divulgação

Impacto na Comunidade Indígena

Apesar da ausência de feridos, o ataque deixou a comunidade indígena alarmada e preocupada com a escalada da violência. A presidenta da Funai destacou que a atmosfera de medo gerada por tais incidentes não é o que se deseja para os servidores e membros das comunidades. “Não queremos violência, não queremos ameaças aos nossos servidores”, declarou, enfatizando a necessidade de um ambiente seguro para todos.

A Necessidade de Proteção e Justiça

Este incidente se insere em um contexto mais amplo de violência contra povos indígenas, que frequentemente enfrentam ameaças e agressões em razão de suas reivindicações por terras e direitos. O ataque à UTL da Funai em São Jerônimo da Serra serve como um lembrete da importância de fortalecer as medidas de proteção e garantir que atos criminosos como este não fiquem impunes. As autoridades devem agir rapidamente para assegurar que justiça seja feita e que as comunidades indígenas possam viver em paz e segurança.

Brasília (DF) 23/04/2024 – Indígenas de várias etnias, que participam do Acampamento Terra Livre 2024, marcham na Esplanada dos Ministérios com o tema #EmergênciaIndígena: Nossos Direitos não se negociam. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF) 23/04/2024 – Indígenas de várias etnias, que participam do Acampamento Terra Livre 2024, marcham na Esplanada dos Ministérios com o tema #EmergênciaIndígena: Nossos Direitos não se negociam. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Conclusão

A violência contra instituições que representam os direitos dos povos indígenas é uma preocupação alarmante que não pode ser ignorada. O ataque à Unidade da Funai em Paraná destaca a necessidade urgente de proteção e a vigilância contínua sobre os direitos humanos. O comprometimento das autoridades com a investigação desse ato criminoso e a proteção dos direitos indígenas será crucial para restaurar a confiança na segurança pública e na justiça.

Campus da Universidade Federal Fluminense. Foto: Universidade Federal Fluminense/Divulgação
Campus da Universidade Federal Fluminense. Foto: Universidade Federal Fluminense/Divulgação

Para mais informações sobre a questão dos direitos humanos e iniciativas de apoio aos povos indígenas, acesse [Direitos Humanos](https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos).

Veja também um post relacionado no Instagram: [Um post compartilhado por Ministério dos Povos Indígenas (@minpovosindigenas)](https://www.instagram.com/p/DeR9wA8juLu/).

Links e documentos citados

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br