Noroeste de SP Registra 60% dos Casos de Leishmaniose em 2026

Noroeste de SP Registra 60% dos Casos de Leishmaniose em 2026

Em 2026, o noroeste do estado de São Paulo foi o local mais afetado pela leishmaniose, apresentando 60% dos casos registrados no estado. Das 22 ocorrências confirmadas, 12 foram identificadas nas regiões de São José do Rio Preto e Araçatuba, incluindo um óbito.

A Situação Atual da Leishmaniose em SP

Historicamente, Araçatuba tem sido uma das áreas mais impactadas pela leishmaniose, com dados que revelam um cenário preocupante. Em 2025, a região já registrou os mesmos 12 casos, o que indica uma continuidade do problema. No total, foram contabilizados dois óbitos em território paulista, um deles em Fernandópolis.

Causas e Transmissão da Doença

A leishmaniose é transmitida pela picada do mosquito-palha, que se reproduz em ambientes com matéria orgânica acumulada, como folhas secas e restos de alimentos. O controle da doença requer ações efetivas para eliminar os criadouros desse mosquito. Cidades como Votuporanga estão ativamente realizando vistorias para identificar e remover esses locais propícios para a reprodução do vetor.

Casos Confirmados e Dados Estatísticos

Os casos confirmados de leishmaniose em 2026 incluem cidades como Andradina, Votuporanga, Fernandópolis, Ilha Solteira, Birigui, Penápolis e Castilho. A lista de incidências revela a gravidade da situação, com Fernandópolis reportando um óbito entre os casos. O noroeste paulista tem concentrado mais da metade dos casos de leishmaniose visceral, o que leva as autoridades locais a intensificarem as ações de vigilância.

Noroeste paulista concentra mais da metade dos casos de leishmaniose visceral de SP
G1

Entendendo a Doença

A leishmaniose visceral é uma infecção grave provocada pelo protozoário Leishmania infantum. A transmissão ocorre principalmente quando as fêmeas do mosquito-palha picam animais infectados e, em seguida, humanos. Os sintomas em humanos incluem febre, perda de peso significativa e inchaço do baço e fígado, enquanto os cães apresentam emagrecimento e feridas características.

Prevenção e Cuidados

Não existe uma vacina específica para a leishmaniose humana, portanto, a prevenção se concentra no combate ao mosquito-palha. Medidas como a remoção de matéria orgânica acumulada e a utilização de telas nas janelas são essenciais. Além disso, recomenda-se o uso de coleiras repelentes para cães e evitar passeios noturnos, quando a atividade do mosquito é maior.

Ações das Autoridades Locais

As prefeituras, como a de Votuporanga, intensificaram as vistorias nos domicílios próximos aos locais onde foram registrados casos da doença. Essas ações incluem a identificação e eliminação de possíveis criadouros do mosquito-palha, com o objetivo de conter a propagação da doença e proteger a população.

Conclusão

A situação da leishmaniose no noroeste de São Paulo é alarmante, exigindo uma resposta coordenada entre as autoridades de saúde e a população. A conscientização sobre os riscos e a implementação de medidas preventivas são fundamentais para combater essa doença que, se não tratada, pode levar à morte em uma alta porcentagem dos casos. Para mais informações, acesse a [reportagem completa](https://g1.globo.com/sp/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2026/10/03/noroeste-de-sp-registra-60percent-dos-casos-de-leishmaniose-no-estado-em-2026.ghtml).

Links e documentos citados

Fonte: g1.globo.com