Na tarde de quarta-feira, 30 de setembro, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi ouvido pela Polícia Federal (PF). Durante seu depoimento, ele categoricamente negou qualquer envolvimento em atos de violência ou intimidação contra adversários, além de desconhecer a existência de grupos como 'A Turma' ou 'Os Meninos'.
Defesa e Alegações de Inocência
A defesa de Vorcaro emitiu uma declaração afirmando que a análise do inquérito demonstrou que as expressões mencionadas nunca se referiram a grupos organizados ou atividades ilícitas. Eles sustentam que não há qualquer evidência criminal que possa ser associada ao ex-banqueiro, argumentando que as mensagens obtidas não corroboram as acusações contra ele.
Investigações e Descobertas da PF
As investigações da PF revelaram a existência de grupos mencionados a partir de mensagens encontradas no celular de Vorcaro. À medida que as apurações progrediram, surgiram mais evidências sobre atividades ilícitas, incluindo conversas relacionadas ao ex-policial federal Marilson Roseno da Silva. O relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), na ocasião da prisão de Vorcaro, descreveu 'A Turma' como uma estrutura para vigilância e coação.
Atividades e Estratégias do Grupo
O grupo, conforme as investigações, teria discutido a simulação de um assalto com o objetivo de intimidar o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, em resposta a publicações desfavoráveis a Vorcaro. A investigação revelou ainda que Henrique Vorcaro, pai de Daniel, era o líder do grupo, e Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, atuava como gerente das operações. Mourão, que havia sido preso anteriormente durante a Operação Compliance Zero, cometeu suicídio na cela da PF.
Depoimento e Solicitação de Liberdade
O depoimento de Daniel Vorcaro teve como foco as atividades dos supostos grupos criminosos. Segundo seus advogados, não houve ameaça real à integridade física de terceiros, e as mensagens privadas foram mal interpretadas. Eles sustentam que declarações feitas em momentos de indignação não resultaram em ações concretas ou riscos para outras pessoas. Além disso, a defesa solicitou a libertação do ex-banqueiro, alegando que as razões que justificaram sua prisão não se sustentam mais.
Depoimento de Henrique Vorcaro
Henrique Vorcaro também compareceu à PF no mesmo dia, onde negou ser o responsável pela coordenação do grupo 'A Turma' e afirmou ter mantido apenas vínculos comerciais com alguns de seus membros. A defesa de Henrique expressou insatisfação com a continuidade de sua prisão e a ausência de decisões no processo, destacando que os pedidos feitos ao ministro André Mendonça, quando ele era relator do caso, não foram respondidos.
Conclusão
O caso de Daniel Vorcaro continua a se desenrolar, envolvendo questões de segurança, intimidação e a atuação de grupos criminosos. Com o depoimento recente e as defesas apresentadas, aguarda-se o desfecho das investigações e as possíveis implicações legais para os envolvidos, enquanto a sociedade observa atentamente o desenrolar deste complexo caso judicial.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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