Operação do MPSP Combate Máfia do ICMS com Mandados em SP e MS

Na última quinta-feira, 3 de setembro de 2026, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) deu início a uma operação significativa contra a máfia do ICMS, com a execução de 47 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram em diversas localidades, tanto na capital paulista quanto em cidades do interior e em Mato Grosso do Sul.

Desdobramentos da Operação Ícaro

Essa operação é um desdobramento da Operação Ícaro, que anteriormente resultou na prisão do empresário sul-mato-grossense Celso Éder Gonzaga de Araújo. Ele foi identificado como um dos principais operadores financeiros do esquema que, segundo o MPSP, movimentou mais de R$ 1 bilhão em propinas dentro da Secretaria da Fazenda de São Paulo.

Figuras-Chave e Prisões

Além de Celso, o ex-número três da Secretaria da Fazenda, André Weiss, e o advogado João André Buttini de Moraes tiveram suas prisões decretadas. No entanto, ainda não se confirmou se essas prisões foram efetivamente realizadas. As investigações revelaram que Weiss colaborava com um grupo de delegados tributários que, em troca de subornos, prestavam favores às empresas.

Investigação sobre o Advogado e o Mercado Clandestino

A nova fase da operação traz à tona o envolvimento de Buttini, que é suspeito de ter repassado aproximadamente R$ 13,6 milhões a um delegado regional tributário entre 2021 e agosto de 2025. As apurações indicam que o grupo transformou um mecanismo legítimo de recuperação de créditos tributários em um mercado clandestino, onde as propinas eram calculadas como uma porcentagem dos créditos fiscais, variando entre 1% e 10%.

Histórico de Celso Éder Gonzaga

Celso Éder já enfrentou processos anteriores, incluindo uma ação penal relacionada a um suposto golpe de R$ 48 milhões em Mato Grosso do Sul. Embora tenha sido acusado, sua ação na Operação Ouro de Ofir foi posteriormente trancada pelo Superior Tribunal de Justiça, resultando em sua absolvição.

Apreensões e Revelações

Durante a Operação Ícaro, Celso e outros envolvidos, incluindo o proprietário da Ultrafarma e auditores fiscais, foram detidos. As investigações revelaram que o esquema de corrupção incluía o pagamento de propinas ao fiscal Artur Gomes da Silva Neto, que também foi preso. Na residência do auditor, a polícia apreendeu maços de dinheiro, reforçando as suspeitas de corrupção.

A Importância da Denúncia

Diante da gravidade das investigações, o MPSP convida a população a se manifestar caso tenha informações relevantes sobre o esquema. O Jornal Midiamax, por exemplo, oferece canais diretos para que cidadãos possam comunicar dados que possam auxiliar na apuração dos fatos, garantindo total sigilo das fontes, conforme a Constituição Brasileira.

Considerações Finais

A operação em andamento representa um esforço contínuo para combater a corrupção e a máfia do ICMS em São Paulo e em Mato Grosso do Sul. Com a colaboração da sociedade e a atuação firme do Ministério Público, espera-se uma resposta efetiva contra práticas ilícitas que afetam diretamente a administração pública e a justiça fiscal.