Equipes de resgate intensificaram os esforços para localizar sobreviventes em meio aos escombros e lama que cobrem os vales do Nepal e da China nesta quinta-feira, dia 27. O desastre, resultado do colapso repentino de uma parede de gelo, lama e rochas em um rio de montanha, deixou mais de mil pessoas desaparecidas, em uma tragédia que abalou a região do Himalaia.
O impacto devastador do desastre
Na quarta-feira, dia 26, a enchente catastrófica varreu uma estrada repleta de peregrinos que conecta Catmandu a Lhasa, no Tibete. As autoridades nepalesas destacaram a utilização de helicópteros para realizar buscas por sobreviventes e entregar suprimentos de emergência a milhares de pessoas isoladas em áreas afetadas. O ministro do Interior, Sudhan Gurung, afirmou que o número de mortos deve ultrapassar 270, com muitos corpos já recuperados das planícies.
Histórias de sobrevivência e perda
Entre os sobreviventes, Keshav Prasad Baral, de 68 anos, compartilhou a experiência traumática que viveu. Ele conseguiu escapar da lama que inundou sua casa, mas não conseguiu salvar sua esposa, que foi levada pela correnteza. Baral foi resgatado quatro horas depois e revelou que ainda não teve notícias dela, expressando a dor da perda.
Desafios nas operações de resgate
A situação é crítica no condado de Gyirong, no Tibete, onde 558 pessoas estão desaparecidas, incluindo 260 estrangeiros. A China, que reportou apenas três mortes, mantém comunicação contínua com o Nepal para coordenar os esforços de busca. O primeiro-ministro Li Qiang visitou a área afetada, enfatizando a urgência da resposta do governo à tragédia.
Mobilização das autoridades e da comunidade
As autoridades do distrito de Chitwan, a cerca de 100 quilômetros da área mais atingida, recuperaram 103 corpos do sistema fluvial, e já estão organizando tendas para acomodar os corpos, dada a falta de espaço nos hospitais locais. Com a mobilização de mais de 5 mil membros das forças armadas e policiais, os esforços de busca resultaram na recuperação de 125 pessoas apenas nesta quinta-feira, entre as quais 20 eram estrangeiras.
Causas do desastre e implicações geológicas
Relatos iniciais sugeriram que um terremoto poderia ter desencadeado o deslizamento de uma geleira, mas o Serviço Geológico dos Estados Unidos esclareceu que a energia sísmica registrada foi resultado do colapso de rochas e gelo, seguido por um fluxo de detritos. Além disso, autoridades chinesas estão analisando os riscos associados a um lago represado em Gyirong, que pode ter contribuído para a intensidade da enchente.
Conclusão e perspectivas futuras
A tragédia no Nepal e na China destaca a vulnerabilidade das regiões montanhosas a desastres naturais. À medida que os esforços de resgate continuam, tanto as autoridades locais quanto a comunidade internacional estão atentas às necessidades das vítimas e à prevenção de futuros incidentes. A busca por sobreviventes é a prioridade máxima, enquanto o mundo observa e se solidariza com aqueles que enfrentam essa devastação.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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