Justiça do Rio de Janeiro Decreta Prisão de Novos Envolvidos na Morte de Advogado

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão preventiva de mais quatro indivíduos implicados na morte do advogado Rodrigo Crespo, ocorrida em 26 de fevereiro de 2024. A decisão foi baseada em uma denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

Detalhes das Prisões

Na última segunda-feira, 24 de agosto de 2026, a Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão preventiva em relação a Renato Franco Lopes, um policial militar ativo no 15º Batalhão de Polícia Militar, conhecido pelo apelido de Pitbull. Outros dois acusados, Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e Ryan Patrick Barboza de Oliveira, apelidado de Motinha, já estavam detidos desde o dia 20 deste mês. Um quarto implicado, Rafael Ferreira Silva, também conhecido como Cachoeira, é considerado foragido.

Motivação do Crime

Conforme a denúncia, Adilsinho, que lidera uma facção conhecida como a nova cúpula do jogo do bicho, teria encomendado o assassinato de Rodrigo Crespo por acreditar que a atuação do advogado representava uma ameaça aos seus interesses no emergente mercado de apostas online. Crespo já manifestava interesse em investir nesse setor, o que alarmou os contraventores, que estavam se adaptando às novas dinâmicas do mercado.

Atuação dos Acusados

As investigações revelaram que Ryan Barboza de Oliveira foi responsável pela vigilância de Rodrigo Crespo nos dias que antecederam o homicídio, observando seus hábitos e horários. Renato e Rafael, por sua vez, forneceram suporte operacional durante a execução do crime, permanecendo dentro do veículo utilizado pelos executores. A análise de evidências técnicas confirmou a presença de Renato e Rafael na cena do crime, bem como em várias localizações ao longo do trajeto de fuga.

Consequências Legais

Em um desdobramento do caso, o Juízo da 3ª Vara Criminal decidiu manter Adilsinho em um presídio federal de máxima segurança por um período de três anos. Além disso, foram suspensas as funções públicas e o porte de arma de Renato Franco Lopes. Adilsinho foi capturado em fevereiro de 2026, em Cabo Frio, durante uma operação conjunta das polícias Federal e Civil, e atualmente está detido no presídio de segurança máxima da Papuda, em Brasília.

Conclusão

O caso da morte de Rodrigo Crespo destaca as complexas interações entre o crime organizado e o mercado de apostas no Brasil. A crescente incidência de crimes relacionados a esse setor evidencia a necessidade de uma resposta robusta das autoridades. A atuação do Gaeco, juntamente com a Polícia Civil, é fundamental para desmantelar organizações criminosas e garantir a justiça para as vítimas de atos violentos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br