Taxa de Desemprego no Brasil Atinge Menor Nível em 2026

A taxa de desemprego no Brasil registrou 5,4% no segundo trimestre de 2026, o nível mais baixo desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. Essa redução em relação aos 6,1% do primeiro trimestre e aos 5,8% do mesmo período do ano passado foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

Crescimento no Número de Empregos

No segundo trimestre, o Brasil contabilizou 103,1 milhões de pessoas empregadas, representando um aumento de 1,081 milhão em comparação ao primeiro trimestre de 2026. O número de desocupados caiu para 5,9 milhões, o que equivale a uma redução de 10% ou 718 mil pessoas em relação ao trimestre anterior.

Setores em Destaque

A Pnad revelou que alguns setores se destacaram na criação de novas oportunidades de trabalho no último trimestre. O setor de transporte, armazenagem e correio teve um crescimento de 3,9%, com 235 mil novos postos, enquanto a administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais gerou 489 mil vagas, resultando em um aumento de 2,6%.

Informalidade e Rendimento Médio

Durante o período de abril a junho, o Brasil tinha 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada e 13,6 milhões sem registro formal. A taxa de informalidade, que mede a proporção de trabalhadores sem vínculo formal, atingiu 37,4%. O rendimento médio do trabalhador ficou em R$ 3.738, o maior já registrado para um segundo trimestre, embora ainda inferior ao valor de R$ 3.765 do primeiro trimestre de 2026.

Metodologia da Pesquisa

A Pnad, conduzida pelo IBGE, analisa o mercado de trabalho entre pessoas com 14 anos ou mais, considerando todas as formas de ocupação, incluindo empregos formais e informais. Para ser considerada desocupada, a pessoa precisa ter buscado ativamente uma vaga nos 30 dias que antecedem a pesquisa. A amostra inclui 211 mil domicílios em todo o país.

Comparativo Histórico

Historicamente, a taxa de desemprego mais baixa registrada pela Pnad foi de 5,1%, no último trimestre de 2025. Em contrapartida, a maior taxa, de 14,9%, foi observada durante a pandemia de covid-19 em dois momentos: setembro de 2020 e março de 2021.

Dados Complementares do Mercado de Trabalho

A divulgação da Pnad ocorre um dia após a apresentação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que é focado apenas no mercado de trabalho formal. Em junho, o Caged indicou a criação de quase 145,2 mil vagas, somando um total de 921,7 mil empregos com carteira assinada gerados ao longo de 2026.

Esses dados refletem uma recuperação gradual do mercado de trabalho brasileiro, que continua a se beneficiar de políticas de emprego e um cenário econômico mais favorável.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br