Ministério da Saúde Cria Comitê para Negociação de Preços de Medicamentos no SUS

Nesta quinta-feira, 23 de julho de 2026, o Ministério da Saúde do Brasil anunciou a formação de um comitê dedicado à negociação de preços de medicamentos a serem integrados ao Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa visa melhorar a aquisição de remédios, permitindo a compra em maior escala e a redução de custos, o que possibilitará a inclusão de novos tratamentos no sistema de saúde pública.

Objetivos da Criação do Comitê

O principal objetivo dessa nova estrutura é aumentar a viabilidade de incorporar medicamentos de alto custo ao SUS, especialmente aqueles utilizados no tratamento de doenças complexas, como câncer e condições autoimunes. De acordo com Fernanda De Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, a medida busca modernizar as práticas de negociação, proporcionando regras mais transparentes e garantindo melhores preços, permitindo assim que o orçamento seja direcionado para outras áreas.

Funcionamento do Comitê

O comitê atuará sob demanda da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que é responsável por recomendar e validar a inclusão de novos medicamentos na rede pública. Além de negociar preços de novas substâncias, o comitê também terá a função de intervir em casos em que o preço de medicamentos já incorporados sofra aumentos significativos, promovendo ações para garantir a acessibilidade.

Estratégias de Negociação

Uma das estratégias do comitê será a negociação com laboratórios que produzem medicamentos únicos, que não podem ser adquiridos por meio de licitação devido à falta de concorrência. Considerando que o SUS é um dos maiores compradores de medicamentos do país, com um investimento anual de R$ 31,3 bilhões em vacinas e insumos, a expectativa é que haja espaço para a obtenção de preços mais favoráveis.

Referências Internacionais e Expectativas

Modelos semelhantes de negociação já são adotados em mais de 40 países, incluindo Canadá, Inglaterra, Austrália e França. Essa prática, que já era discutida no Ministério da Saúde há algum tempo, agora se concretiza como uma política oficial, visando a redução de custos que pode ultrapassar 50% nos novos medicamentos ou aqueles recentemente incorporados ao SUS.

Conclusão

A criação do comitê de negociação de preços representa um avanço significativo na gestão de recursos do SUS, com o potencial de ampliar o acesso a tratamentos essenciais para a população. Ao adotar uma abordagem mais estratégica e transparente, o Ministério da Saúde busca não apenas economizar, mas também garantir que mais pacientes tenham acesso a medicamentos de qualidade.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br