Na última sexta-feira, 3 de novembro, foi assinado um decreto que estabelece o Comitê Estadual de Enfrentamento aos Efeitos do El Niño no Rio de Janeiro. Essa iniciativa, coordenada pela Secretaria de Defesa Civil, visa fortalecer as ações de monitoramento e prevenção dos impactos ambientais associados a esse fenômeno climático.
Estrutura e Objetivos do Comitê
O comitê contará com uma infraestrutura já existente, reunindo diversos órgãos estaduais para promover uma atuação integrada frente a eventos climáticos extremos. Ele se integrará ao Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil (Siepdec), com um enfoque estratégico e intersetorial para mitigar os efeitos do El Niño, que é conhecido pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial e sua correlação com fenômenos climáticos severos.
Monitoramento de Fenômenos Climáticos
Entre os eventos climáticos que serão monitorados pelo comitê, destacam-se as estiagens prolongadas, ondas de calor e a baixa umidade relativa do ar. Além disso, a atuação do comitê também se estenderá ao controle de incêndios florestais e à análise dos impactos na saúde pública, nos recursos hídricos, no sistema energético e na agropecuária, especialmente em populações vulneráveis.
Composição e Atribuições
O Comitê será formado por representantes de 18 diferentes órgãos e entidades estaduais, incluindo as secretarias de Saúde, Agricultura, e Educação, além do Corpo de Bombeiros Militar e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Suas atribuições incluem promover a integração entre estados, municípios e órgãos federais, além de elaborar protocolos operacionais e compartilhar informações estratégicas.
Sala de Situação do El Niño
Uma novidade trazida pelo decreto é a criação da Sala de Situação do El Niño, que ficará sob a responsabilidade da Secretaria de Defesa Civil. Essa sala terá a função de monitorar continuamente indicadores climáticos e ambientais, produzindo boletins e análises que subsidiarão respostas rápidas em situações de risco.
Câmaras Técnicas para Resposta Eficiente
Para potencializar a capacidade de resposta do comitê, foram instituídas quatro câmaras técnicas permanentes focadas em áreas críticas como saúde, agricultura, incêndios florestais e infraestrutura. Essas câmaras terão a responsabilidade de desenvolver estudos e protocolos específicos, contribuindo para uma preparação mais robusta do estado frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Conclusão
A criação do Comitê Estadual de Enfrentamento aos Efeitos do El Niño representa um passo significativo na gestão de riscos climáticos no Rio de Janeiro. Com uma estrutura bem definida e a colaboração de múltiplos órgãos, o estado busca não apenas monitorar, mas também se preparar e responder de forma eficaz a um fenômeno que pode ter consequências severas para a população e o meio ambiente.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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