Um caso alarmante de saúde infantil em Araçatuba, São Paulo, destaca a luta de uma mãe para garantir tratamento adequado para sua filha de apenas 11 meses, diagnosticada com pneumonia e dependente de oxigênio nasal. A bebê passou quatro dias em um pronto-socorro à espera de uma vaga em um hospital, gerando angústia e desespero na família.
Situação crítica da paciente
A situação da bebê começou a se agravar na última sexta-feira, quando a mãe, Gabrielly Paolla Cini de Oliveira, decidiu buscar atendimento em Araçatuba, já que reside em Andradina e não tem suporte familiar na cidade. No sábado, após uma primeira avaliação médica, a criança foi liberada com orientações para lavagem nasal, mas sua condição deteriorou rapidamente.
A evolução do quadro clínico
No domingo, devido à piora do quadro clínico, Gabrielly retornou ao pronto-socorro. Exames subsequentes revelaram que a criança estava com bronquiolite, levando à necessidade de internação imediata. No dia seguinte, novos testes confirmaram que a bronquiolite evoluiu para pneumonia, complicando ainda mais a situação de saúde da bebê, que também apresentou episódios de vômito.
Decisão judicial e transferência
Diante da urgência do caso, a Justiça determinou que, caso não houvesse vaga na Santa Casa de Araçatuba em até 24 horas, a prefeitura e o governo do estado deveriam custear a transferência da bebê para uma unidade particular com infraestrutura adequada. Na quinta-feira, a família finalmente conseguiu a transferência para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa.
Impacto e desespero da mãe
Gabrielly expressou sua angústia ao ver a filha sofrer, destacando a dificuldade respiratória da bebê, que dependia do oxigênio para manter a saturação em níveis adequados. Segundo ela, cada vez que o suporte era retirado, a saturação caía para níveis preocupantes, entre 90% e 92%. Essa situação foi suficiente para acionar o Protocolo Estadual de Sazonalidade Pediátrica, que alerta para riscos graves em crianças.
Reflexões sobre o sistema de saúde
Este caso ressalta a necessidade de melhorias no sistema de saúde, especialmente em situações de emergência que afetam crianças. A espera prolongada por atendimento adequado pode ter consequências graves, como evidenciado pelo sofrimento da bebê e da sua mãe. A ação judicial destaca a importância de um acesso rápido e eficaz a cuidados médicos para evitar que outras famílias enfrentem situações semelhantes.
Conclusão
A história da bebê de 11 meses em Araçatuba é um lembrete doloroso das fragilidades no sistema de saúde. A transferência para a UTI é um passo positivo, mas a realidade enfrentada pela família evidencia a urgência de reformas que garantam um atendimento mais ágil e humanizado, especialmente em momentos críticos de saúde infantil.
Fonte: https://g1.globo.com
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