A Petrobras deu um passo significativo em direção à retomada da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-3), localizada em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. Após a aprovação do Conselho de Administração da empresa em abril de 2026, as obras devem começar entre junho e julho deste ano, marcando um novo capítulo para este projeto que estava paralisado desde 2014.
Mobilização e Cronograma das Obras
Atualmente, as atividades são voltadas para a finalização da assinatura de contratos com os consórcios que venceram as licitações para os 11 pacotes do projeto. A Petrobras estabeleceu que a mobilização física e o início das atividades de engenharia acontecerão em até 60 dias após a formalização desses contratos. Com a previsão de conclusão dos trâmites contratuais em maio, as empresas devem iniciar as montagens e contratações de pessoal no próximo mês.
Estratégia para Evitar Atrasos
Para evitar novos atrasos, a Petrobras decidiu dividir o projeto em lotes independentes. Essa abordagem abrange desde a infraestrutura básica, como pavimentação e drenagem, até unidades mais complexas dedicadas à produção de amônia e ureia, além de automação industrial. Essa fragmentação visa garantir uma execução mais ágil e eficiente das atividades.
Impacto Econômico e Geração de Empregos
A retomada da UFN-3 é vista como um motor econômico crucial para o Leste de Mato Grosso do Sul e o Noroeste Paulista. As projeções indicam que até 8 mil postos de trabalho, diretos e indiretos, poderão ser criados durante o auge das obras. Essa dinâmica representa uma oportunidade significativa para a geração de emprego na região.
Contribuição para a Soberania Agrícola
Quando estiver plenamente operacional, o que está previsto para o primeiro semestre de 2029, a UFN-3 terá capacidade para produzir 3.600 toneladas de ureia e 2.200 toneladas de amônia diariamente. A unidade é considerada estratégica para o agronegócio brasileiro, com potencial para reduzir em até 15% a dependência do país em relação aos fertilizantes importados, priorizando o atendimento aos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo.
A retomada da UFN-3 não só promete revitalizar a economia local, mas também contribuir para a autossuficiência do Brasil na produção de fertilizantes, fortalecendo a segurança alimentar do país.
Fonte: https://andravirtual.com.br
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