Ativistas Brasileiros Interceptados em Flotilha Humanitária por Militares de Israel

Quatro integrantes de uma delegação brasileira, que participava da missão humanitária não violenta da Global Sumud Flotilla, foram sequestrados por forças militares israelenses em águas internacionais próximas à Ilha de Creta. O grupo se dirigia à Faixa de Gaza quando ocorreu a interceptação.

Identidade dos Ativistas Brasileiros

Os sequestrados incluem Amanda Coelho Marzall, militante do PSTU e pré-candidata a deputada federal por São Paulo; Leandro Lanfredi de Andrade, petroleiro da Petrobras e diretor do SindiPetro-RJ; Thiago de Ávila e Silva Oliveira, membro do Comitê Diretor Internacional da GSF; e Thainara Rogério. Além deles, outra brasileira, Beatriz Moreira de Oliveira, ativista do Movimento dos Atingidos por Barragens, estava a bordo do barco Amazona, que conseguiu escapar das forças israelenses.

A Interceptação e as Consequências

As embarcações, que partiram de Catania, na Itália, em 26 de abril, foram abordadas por Israel na noite de quarta-feira (29) ao largo da península grega de Peloponeso, localizando-se a centenas de quilômetros da Gaza. Os organizadores da flotilha classificaram a ação como pirataria e captura ilegal de seres humanos, argumentando que isso demonstra a impunidade com que Israel atua além de suas fronteiras.

Reação e Imagens do Incidente

Após a abordagem, foram divulgadas imagens mostrando os militares israelenses abordando o navio, onde a tripulação se encontrava com coletes salva-vidas e as mãos levantadas. Todos os envolvidos foram transferidos para embarcações israelenses. Esse incidente não é isolado, pois em outubro do ano anterior, uma flotilha semelhante foi interceptada, resultando na prisão de mais de 450 participantes, incluindo a famosa ativista sueca Greta Thunberg.

Desdobramentos e Ações Futuras

As coordenadoras da Global Sumud Brasil, Lisi Proença e Ariadne Teles, também estavam presentes na missão, mas conseguiram desembarcar na Sicília, na Itália, para auxiliar a equipe terrestre. O grupo continua monitorando a situação e mobilizando esforços para garantir a segurança dos ativistas sequestrados, enquanto enfrenta a crescente tensão nas águas do Mediterrâneo.

Conclusão

Este evento destaca os riscos enfrentados por ativistas humanitários que tentam levar ajuda a regiões em crise. A interceptação da flotilha pela marinha israelense não apenas levanta questões sobre a legalidade das ações militares, mas também sobre a segurança de indivíduos que se comprometem com causas humanitárias em contextos conflituosos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br