Escola de Artes Visuais do Parque Lage Celebrará o Dia dos Povos Originários com Feira Indígena

Neste sábado, 18 de abril, a Escola de Artes Visuais do Parque Lage será o palco de uma feira indígena em homenagem ao Dia dos Povos Originários, que ocorre no dia 19 de abril. A festa, que já acontece há 13 anos, traz uma novidade importante: pela primeira vez, a organização será liderada por representantes indígenas.

Programação Cultural Diversificada

A partir das 9h, os visitantes poderão desfrutar de uma rica programação que inclui cantos, danças, e uma variedade de pratos típicos. Garapirá Pataxó, um dos organizadores, destacou que o evento também contará com a contação de histórias, oficinas de grafismo, maracá e peteca, além de pintura corporal e artesanato de mais de 50 etnias diferentes do Brasil. Ele enfatizou que a feira oferecerá rituais de ervas com o intuito de promover uma purificação espiritual coletiva entre os participantes.

Interação e Troca de Saberes

Arassari Pataxó, também envolvido na organização, ressaltou que o encontro tem como objetivo promover a troca de saberes e a interação direta com o público. A proposta é criar um espaço onde as práticas e perspectivas contemporâneas indígenas sejam apresentadas, permitindo uma aproximação significativa entre a população e as culturas originárias.

Importância Cultural e Reconhecimento

A diretora da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Tania Queiroz, destacou a importância do evento para a valorização da cultura indígena. Segundo dados do Censo Demográfico de 2022 do IBGE, existem 1,7 milhão de indígenas no Brasil, com 63,25% vivendo fora das aldeias. Este evento é uma oportunidade não apenas de celebração, mas também de reconexão das pessoas com as tradições e a arte desses povos.

Escola de Artes Visuais: Um Ponto de Referência

Com mais de 50 anos de história, a Escola de Artes Visuais do Parque Lage se consolidou como uma das principais instituições de ensino de arte na América Latina. Oferecendo uma vasta gama de cursos em diversas áreas criativas, a escola tem se dedicado à formação e ao desenvolvimento de processos artísticos, contribuindo significativamente para o cenário cultural do Brasil.

A feira indígena deste sábado não é apenas uma celebração, mas um passo importante para a visibilidade e o reconhecimento das culturas originárias, promovendo um diálogo essencial entre diferentes grupos sociais. A participação do público e a valorização das tradições indígenas são fundamentais para a construção de um futuro mais inclusivo e respeitoso.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br