A Itaipu Binacional, em parceria com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), anunciou a aquisição de uma nova propriedade destinada ao assentamento da comunidade Avá Guarani. Esta iniciativa, que visa melhorar as condições de vida dos indígenas, envolve a compra de um terreno de 107 hectares situado entre os municípios de São José das Palmeiras e Santa Helena, no Oeste do Paraná.
Mudança e Expectativas da Comunidade
A nova área, que será renomeada de Fazenda América para Tekoha Pyahu, representa uma expansão significativa em comparação com o espaço atualmente ocupado pelas 27 famílias da comunidade, que vivem em apenas 9 hectares em condições precárias. A mudança está prevista para ocorrer em até dois meses e promete trazer melhorias substanciais, incluindo acesso a educação e saúde.
Reparação Histórica e Acordo Judicial
Esse movimento faz parte de um acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em março de 2025, que estabelece a reparação histórica pelos danos causados à etnia Avá Guarani durante a construção da usina hidrelétrica, na década de 1970. A inundação de suas terras tradicionais, decorrente do represamento do rio Paraná, impactou profundamente a comunidade, e o novo assentamento busca corrigir essa injustiça.
Compromissos da Itaipu
Como parte do compromisso assumido no acordo, a Itaipu Binacional também se responsabilizou por implementar ações de restauração ambiental nas áreas adquiridas e financiar serviços essenciais, como abastecimento de água, energia elétrica, saneamento, saúde e educação. A Funai será encarregada de formalizar a posse permanente e o usufruto exclusivo da terra pelas comunidades indígenas.
Iniciativas Culturais e Educacionais
Além da aquisição de terras, a Itaipu está promovendo programas voltados para a valorização da cultura e língua Avá Guarani. Através de parcerias com associações de pais e mestres, e o projeto Opanã – Chão Indígena, a iniciativa abrange ações de assistência técnica em agroecologia e educação antirracista, visando fortalecer o modo de vida e a identidade da comunidade.
Investimentos e Resultados até o Momento
Até agora, a Itaipu já investiu um total de R$ 84,7 milhões na compra de terras para as comunidades indígenas afetadas pela construção da usina. Este montante inclui a aquisição da Fazenda América, que custou R$ 17,6 milhões, além de outras propriedades como a Fazenda Brilhante e a Fazenda Amorim, que juntas atenderão cerca de 104 famílias.
Conclusão
A iniciativa de aquisição de terras para a comunidade Avá Guarani representa um passo significativo em direção à reparação das injustiças históricas enfrentadas por essa população. Com a expansão de suas terras e o compromisso com a melhoria das condições de vida, espera-se que essa ação contribua para a recuperação da dignidade e dos direitos da comunidade, promovendo um futuro mais justo e sustentável.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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